História

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) tem uma história de muita luta em defesa da categoria. Foi criado em 24 de agosto de 1969, a partir da Associação Profissional dos Empregados em Empresas Jornalísticas de Mato Grosso (Jornamat).

A primeira Diretoria foi formada pelos jornalistas Pedro Rocha Jucá (presidente), José Eduardo do Espírito Santo (1º secretário), Herbert de Almeida (2º secretário) e Benedito Alves (1º tesoureiro). O Conselho Fiscal contou com Roland Gerhart Harkensee (Rolando Guerra), Edipson Morbeck e Augusto Gambá.

A primeira Diretoria funcionou inicialmente na redação do jornal O Estado de Mato Grosso. À época, o Sindjor identificava-se como Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso (SJPMT), tendo divulgado sua carta constitutiva em 7 de junho de 1972 e se filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em 10 de julho do mesmo ano.

A primeira Diretoria eleita foi escolhida em 22 de setembro de 72 e tomou posse no dia 12 de outubro do mesmo ano. O grupo contava com Pedro Rocha Jucá (presidente), Maurocid Nunes da Cunha (secretário) e Antonieta Riez Coelho (tesoureira). Os suplentes eram respectivamente Roberto Jacques Brunini, Emanuel Ribeiro Daubian e Benedito Alves de Holanda. O Conselho Fiscal era formado Djalma Valadares de Figueiredo, Emerson Morbeck de Matos e Adelino Messias Praeiro. Os representantes junto à Fenaj eram o presidente Jucá e Rubens de Mendonça, sendo suplentes Paulo Zaviasky e Arânio Borba Moura.

Nesse mesmo ano, foi realizado o 1º Encontro de Comunicação de Ética Profissional, quando se discutiu a violência contra profissionais do Estado.

Em 27 de novembro de 1975, em plena Ditadura Militar, sob alegação de perda do prazo para eleições, o Ministério do Trabalho determinou à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) a posse do jornalista Ruy Santa’Ana dos Santos para administrar o Sindicato por 180 dias. Os documentos oficiais da época não registram nada dessa gestão biônica.

Em 02 de julho de 1977, foi eleita a chapa única “Só Empregados”, que tinha como principal bandeira a proposta que deu nome ao grupo. A Diretoria contou com Elpídio Bueno Fraga (presidente), Rubens Cardoso (secretário) e Romeu Roberto da Costa (tesoureiro). Nessa gestão, o Sindicato conseguiu título de entidade de utilidade pública.

Em 1980, foi eleita nova Diretoria tendo José Eduardo do Espírito Santo (presidente), Ronaldo de Arruda Castro (secretário) e Vinícius Abrão Coutinho Danin (tesoureiro).

Em 1984, foi homologado o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho. No mesmo ano, houve a primeira eleição com chapas concorrentes, tendo sido eleito João Marinho. Ele ficou na presidência até 1989. Nesse ano, houve nova disputa acirrada e Selma Alves foi eleita presidente. A Diretoria contava ainda com Regina Deliberai (secretária-geral), Américo Corrêa (tesoureiro) e os suplentes Marluce Scaloppe, Edvaldo Silva e Alecy Alves. Em 90, Regina Deliberai assume a presidência em substituição a Selma. Na mesma época, foi realizado o 1º Encontro dos Jornalistas de Mato Grosso.

Em 30 de outubro de 1992, Regina Deliberai é eleita presidente pela chapa “Sou Sindicato”, João Batista da Silva, o João Negrão ficou na Secretaria-Geral e Dora Lemes na Tesouraria.

A gestão seguinte - trienio 1995/1998 - foi conduzida pelo jornalista João Bosco, cujo mandato foi marcado pela legendária Greve da Folha do Estado, em 1996. Ele não fechou o mandato, renunciando antes, por motivo de saúde. Os diretores Sergio Fernandes e Álvaro Marinho concluíram a gestão. Nova eleição foi convocada e a jornalista Regina Deliberai voltou à presidência, no triênio 1998/2001.

O jornalista Fábio Carvalho presidiu o Sindicato de 2001 a 2003 e, por motivos pessoais, mudou-se de Cuiabá, sendo substituído pelo Secretário Geral, Rodrigo Vargas, e como tesoureira a jornalista Aline Romio.

Na gestão seguinte, o jornalista Antônio Peres também se afastou, para responder questões judiciais e o Secretário Geral, Jonas da Silva, assumiu a presidência, concluindo a gestão, com apoio da tesoureira Elaine Resende e da secretária Pamela Muramatsu.

Um movimento de jornalistas, entendendo a importância do Sindicato, se reuniu durante cerca de seis meses para levantar as necessidades políticas da entidade. O então presidente, Jonas da Silva, já em prolongamento de mandato devido às dificuldades que teve para chamar eleição de renovação da diretoria, também participou desse processo de transição.

Durante esse período, entre 2005 e 2006, foram realizados encontros e visitas ao interior (Alta Floresta, Sinop, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde) para motivar a categoria à organização. Dessa mobilização surgiram núcleos de apoio em Rondonópolis, com o jornalista Eduardo Ramos, e em Sinop, com a jornalista Daniela Melhorança.

Mediante tal articulação, Silva, por fim, convocou eleições e a categoria elegeu a nova diretoria em 2007: Keka Werneck (Presidente), Márcia Raquel (Secretária Geral) e Alcione dos Anjos (Tesoureira). Um dos avanços dessa gestão, além de mobilizar mais jornalistas para participar do Sindicato, foi resgatar a negociação salarial com o patronato, definindo um piso salarial de R$ 1.380,00 em 2010, após 15 anos sem reajustes.

Uma parte dessa gestão se manteve na diretoria atual “O Sindicato é você”, conduzida pelo jornalista Teonas Meneses, sendo Secretária Geral a jornalista Alcione dos Anjos e Tesoureira Márcia Raquel.

Com início da gestão em 2011, realizou duas importantes ações de organização e formação dos profissionais da Imprensa: o III Congresso Estadual dos Jornalistas de Mato Grosso, após 10 anos; e o Seminário de Avaliação e Planejamento da Direção do Sindjor-MT.

 
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