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24 de jul de 2015

Nota em favor da jornalista Cecília Gonçalves

O jornalismo mato-grossense presenciou, na última quinta-feira (23/07), mais uma cena de desrespeito ao trabalhador de imprensa e ao ser humano. A jornalista Cecília Gonçalves, de inquestionável experiência e bom relacionamento interpessoal, teve vídeos apagados de sua câmera de trabalho, enquanto fazia cobertura jornalística, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural (Sinterp/MT) – do qual é assessora de imprensa – da reunião realizada entre a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a vice-governadoria do Estado e a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar.

Segundo narrado pela jornalista lesada, ela esteve por toda reunião fazendo vídeos de forma pública e, já no fim dela, o vice governador teria solicitado que não fosse gravada, quando Cecília imediatamente teria deixado de filmar e guardado a câmera. Em seguida, uma funcionária de uma das equipes das três instituições envolvidas teria solicitado o equipamento, levado-o consigo e, minutos depois, teria devolvido sem nenhum arquivo. Na câmera, havia vídeos do referido encontro e de outras atividades anteriores do Sinterp. O presidente da entidade e a jornalista registraram Boletim de Ocorrência na manhã de hoje (24). Vale registrar que a atitude não foi realizada por nenhum profissional da imprensa.

A jornalista questionou o fato de a atitude da funcionária ter sido feita publicamente e não ter sido impedida por nenhum dos envolvidos, já que estavam presentes os gestores de cada instituição e outros membros de cada equipe. “Nenhuma voz naquela sala foi levantada contra aquilo”. Cecília Gonçalves se sentiu humilhada e invadida. Não teve reação ao pedido da câmera e a entregou sem questionar.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso repudia veementemente o desrespeito ao trabalho da jornalista, o abuso contra o ser humano, a exposição moral e o dano profissional ao apagar material de trabalho. O ato se configurou como mais que um abuso, um atentado aos bens profissionais de Cecília Gonçalves.

Este sindicato exige que sejam tomadas providências para que nenhum outro jornalista seja humilhado em qualquer que seja a ação promovida pelo governo de Estado e pela Empaer e amplia a convocação às instituições públicas e privadas: respeito ao trabalho jornalístico e aos jornalistas!

O Sindjor/MT ainda estende toda a sua solidariedade à jornalista Cecília Gonçalves.

Cuiabá, 24 de julho de 2015.

Diretoria Colegiada - Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso

2 comentários:

Manoel Moreira disse...

Minhas mais sinceras e afirmativas solidariedades à colega de Imprensa, pela falta de respeito a uma profissional e acima de tudo, a um ser humano que teve seu direito inescusavel de cidadania e de individualidade denegrido pela falta de preparo de pessoas preocupadas apenas com interesses escusos próprios, da extirpe dos cães de guarda do antigo DOI-CODI, de quem fui vítima de uma sessão de tortura nos finais dos anos 70, por denuncias que contrariavam a ditadura militar. Força, Cecilia, resista, estamos aqui no Espirito Santo te apoiando.

Karen disse...

Esse foi mais um caso de abuso e descaso com o trabalho jornalístico. Trabalho este que eu tão importante para a sociedade. Uma vez que serve de ponte de informação e mediação. É preciso que tomem médicas contra essas práticas abusivas. A jornalista por sua vez estava trabalhando de forma honesta. Não podemos deixar de denunciar casos assim para que essas pessoas não achem que são as detentoras do poder. A informação é livre ... e o jornalista está pronto para externa-la através da prática jornalística.