JOGO SUJO – Folha do Estado desmobiliza movimento com ‘migalhas’

Por Lois Lane – Assessoria Sindjor-MT
Por falta de quórum não ocorreu a Assembleia Geral (AG) dos jornalistas da Folha do Estado, convocada para a noite da última quarta-feira (23.07) para votar o indicativo de greve por falta de pagamento e de obrigações trabalhistas que já perduram por anos. A reunião foi frustrada pela velha ferramenta de desmobilização que todo patrão sabe usar: o pagamento dos salários na véspera da AG.
Conforme informações de funcionários da redação daquele veículo de comunicação, na segunda-feira à noite, após a paralisação dos jornalistas da redação em protesto pela falta de pagamento do mês de junho e entrega de carta de reivindicações com previsão de greve após AG na quarta-feira, o diretor da Folha, Irã Girotto, reuniu-se com os editores e falou que iria providenciar o pagamento dos salários de todos entre a segunda e a terça-feira (véspera da AG). O que cumpriu sem, contudo, acertar o adicional de férias de uma das editoras, o que não ocorreu até o presente momento e sem dar previsão de quando o fará. A prática de não pagar o adicional de férias aos funcionários, aliás, é comum naquele veículo de comunicação.
Na mesma ocasião da reunião com os editores, Girotto também ‘prometeu’ dedetizar a empresa que está infestada de ratos e escorpiões, tendo alguns desses já ‘visitado’ os funcionários diversas vezes. Mas esses pontos que ele promete cumprir são apenas duas das reivindicações feitas na segunda-feira pelos jornalistas.
Na carta, entregue pelos jornalistas à direção da FE e com cópia ao Sindjor-MT, respondida por  Irã na reunião com os editores, sem comprometimento por escrito, estão listados ainda:
- O problema do horário de fechamento com a nova diagramação do jornal.
Isso porque, sem aviso para se prepararem para a mudança, editores e repórteres foram obrigados a trabalhar no último domingo (20.07) - sendo esse um dia de folga, tendo, portanto, que ser pago em dobro. Diz trecho da carta “Fomos avisados de última hora que, em poucos dias o periódico iria mudar de formato, desestruturando nossa linha de trabalho, com menos linhas para elaborarmos a notícia completa e de qualidade. Com esta mudança, responsáveis dos cadernos tiveram que desmarcar compromissos com familiares e amigos no fim de semana, para atender as exigências da empresa, que não disponibilizou o novo formato no horário combinado, fazendo com que os colaboradores escalados ficassem até às 23h na redação para garantir a edição do dia seguinte.”
- Manter a higiene no espaço;
- Deixar em dia os direitos trabalhistas, que estão em débito para muitos funcionários;
- Pagamento do salário até pelo menos o 10º dia útil do mês subsequente;
- Limpeza no filtro do ar condicionado da redação a cada dois meses no máximo;
- Limpeza constante no filtro de água;
- Sempre manter sabonetes em líquido para a higiene no banheiro;
- Permanência do almoço para os profissionais que trabalham pela manhã;
- E avisar, com pelo menos uma semana de antecedência, sobre novas mudanças, para que os trabalhadores se programem e recebam os devidos treinamentos e adaptações em tempo.
Sindjor em AÇÃO
O Sindjor-MT entrega ofício, nesta sexta-feira, à Folha do Estado, solicitando reunião para cobrar estas reivindicações e solicitar providências ou indicação dessas por escrito e tomar as providências jurídicas que caibam nesse momento.

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