DESCASO - Empresa de comunicação oferece o silêncio como resposta a funcionários


Exatamente dois anos após ter sido condenada pela Justiça do Trabalho de Mato Grosso a colocar os salários dos jornalistas em dia e pagar as obrigações trabalhistas, conforme manda a lei, a direção do jornal Folha do Estado responde com descaso e silêncio aos empregados e ex-empregados quando questionada sobre o recebimento de seus direitos básicos como o salário, férias e rescisões.
Funcionários lembram que uma das poucas vezes que receberam em dia foi, coincidentemente ou não, em 4 de outubro de 2012, às vésperas do pleito eleitoral,quando um dos sócios da empresa (Beto Dois a Um) estava candidato a vereador. Não venceu as eleições, contudo, atualmente trabalha (e certamente recebe em dia) como secretário de Cultura da prefeitura de Cuiabá. Quando questionado pelos funcionários sobre os problemas enfrentados, ele simplesmente diz que está afastado da Folha do Estado não podendo, portanto, ‘nada fazer pelos direitos dos funcionários’. Vale lembrar que afastado não é isento de obrigações, uma vez que a empresa ainda lhe pertence.
Em contrapartida, o outro sócio, Irã Girotto, nem sequer dá previsão de pagamento, a não ser que haja ameaça de greve. Ainda assim, ameaçado, paga repórteres, mas não paga os editores nem quem está gozando período de férias num claro descaso pela moralidade dos seus colaboradores, que têm compromissos a honrar e não mais sabem o que dizer aos seus credores.
Assembleia Geral
Diante desses e de outros cenários de quase trabalho escravo (com ambiente insalubre, sem fornecimento de alimentos aos jornalistas da manhã que permanecem até a tarde na redação e o não pagamento de salário)o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso convoca os funcionários para Assembleia Geral para votar o indicativo de greve na noite desta quarta-feira (23.07), às 19h30, na sede da entidade. 
(Lois Lane – Assessoria Sindjor-MT)

Comentários

Postagens mais visitadas