Nota de apoio aos grevistas do momento



Resta ao trabalhador, quando terminam os caminhos de diálogo com o patronato, o direito à greve, garantido por lei. Mesmo assim, propaga-se, em nossa sociedade, o senso comum de que grevista é baderneiro.

Do outro lado, pode-se constatar o acirramento das relações de trabalho: o trabalhador se dedica muito, ganha pouco e o lucro do empregador só aumenta. Em alguns casos, é possível identificar outras distorções até mais graves, como atrasos salariais - que configuram trabalho análogo ao escravo - e assédio moral (até sexual).

Nesse contexto, os jornalistas - que compõem uma categoria em número pequena, mas grande em força - também se apropria desse mecanismo de luta trabalhista: a greve. No momento, tem repercutido, nacionalmente, a greve dos jornalistas do Pará, em enfrentamento ao político e empresário das comunicações, Jader Barbalho. Aqui em Mato Grosso, o Sindjor/MT também já articulou muitas paralisações e greves, sempre que o cenário apontava para essa saída de pressão política lícita.

Diante deste cenário, o Sindjor/MT se manifesta publicamente a favor das greves do trabalhadores. Além dos movimentos dos professores, dos bancários e dos trabalhadores dos Correios, que estão sendo repercutidos pela imprensa, há outras categorias trabalhadoras em greve contra atos tão abusivos quanto os noticiados, mas que não estão no foco midiático, como é o caso de empregados de madeireiras, no interior do Estado, por exemplo.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso deseja força aos trabalhadores que não se intimidam e cobram mais respeito através da greve!

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