3º Prêmio Jornalista Abdias Nascimento é lançado em Cuiabá



Ocorreu na noite do último sábado (15) no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (Misc), em Cuiabá, o lançamento da terceira edição do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento, promovido pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.


O evento foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) por meio da Cojira Mato Grosso, sob a coordenação da jornalista Neusa Baptista.


O evento mobilizou profissionais do jornalismo mato-grossense, estudantes de jornalismo, representantes de organizações do movimento negro de Cuiabá, artistas e outros convidados, numa confraternização marcada pelas manifestações artísticas de grupos de Cuiabá.


O lançamento contou com a representante Cojira-DF, Iris Cary, que detalhou o prêmio aos presentes. “Historicamente, os problemas de interesse da população negra não são temas recorrentes no jornalismo brasileiro. O não reconhecimento das demandas específicas desta população, o uso freqüente de estereótipos, a ausência de imagens positivas e a pouca produção de noticias com o foco na temática racial são alguns dos desafios que a imprensa brasileira precisa enfrentar. Contudo, o Prêmio Abdias Nascimento vem propor aos jornalistas estímulo às produções jornalísticas que tratem de temas específicos sobre população negra de forma qualificada”, disse Cary.

A professora Cândida Soares, do Núcleo de Educação e Relações Raciais (NEPRE-UFMT), ministrou uma palestra, com o tema “Midia e Racismo: Promoção da Igualdade” no local, onde questionou o assunto ao público. “O que entendemos por ideologia racial? O que sabemos sobre a escravidão no Brasil?”, destacou ela, que durante seu discurso aproveitou para avaliar à iniciativa criada pelo Cojira. “O Prêmio Abdias Nascimento é uma forma de ajudar e neutralizar a sociedade sobre as questões raciais”, completou.




A jornalista Amanda Alves, que atua como repórter no caderno de cidades do jornal A Gazeta, em Cuiabá, comentou que a cobertura jornalística sobre temas raciais é “velada” na mídia. “O preconceito racial existe, mas é velado pelos veículos de comunicação”.


O concurso busca incentivar a produção de reportagens que estimulem a igualdade racial. Neste ano, a terceira edição vai distribuir R$ 35 mil aos vencedores das sete categorias (Impresso, Televisão, Rádio, Internet, Mídia Alternativa ou Comunitária, Fotografia e Especial de Gênero Jornalista Antonieta de Barros).


Em Cuiabá, o evento contou com a presença de jornalistas dos seguintes veículos de comunicação: Jornal A Gazeta, MidiaJur, RDNews, Rádio CBN, de assessores de imprensa de entidades do movimento social, e com representantes da Comissão de Defesa da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional MT (OAB-MT), do Grupo União e Consciência Negra (Grucon-MT), do Fórum de Capoeira e da Superintendência de Promoção da Igualdade Racial de MT.

Teve como apoiadores o Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (Misc), ligado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Cuiabá, do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune-MT) e do movimento Resistência Popular.




Serviço
As inscrições para o Prêmio de Jornalismo Abdias Nascimento seguem até o dia 31 de julho, pelo site do Prêmio (www.premioabdiasnascimento.org.br).








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