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8 de mar de 2013

Direção da Folha do Estado faz apropriação indébita


Da assessoria Sindjor-MT
Recente pesquisa realizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Mato Grosso (Sindjor/MT) com os trabalhadores da redação da Folha do Estado aponta que 85% deles - cujo número no momento da pesquisa (início de fevereiro) somava 30 pessoas - não estão satisfeitos com o trabalho que exerce àquela empresa. Um dos maiores motivos, incluindo a falta de pontualidade no pagamento de salários - mesmo depois da promessa feita em 2012 de que, sob nova direção, tudo ia mudar - é o fato de os direitos trabalhistas básicos como pagamento de INSS e de FGTS, bem como 1/3 de salário de abono de férias, não estarem sendo pagos. No caso de INSS e FGTS, eles são descontados em folha de pagamento, mas sabe-se que não estão sendo repassados aos órgãos de direito conforme prevê a legislação trabalhista brasileira. Isso caracteriza-se perante o Código Penal Brasileiro - além de falta de respeito para com o trabalhador, que vai todos os dias cumprir sua pauta diária com responsabilidade - como apropriação indébita.
Essa situação, que é desconhecida por muitos, traz graves consequências à vida funcional dos funcionários. Muitos não podem financiar a casa própria porque o FGTS não é depositado. Outros funcionários, apesar de terem sido demitidos, não podem pleitear o seguro-desemprego pelo fato de não terem esse benefício pago (FGTS). Já os efetivados, se necessitarem ser afastados pelo INSS por doença, o auxílio pode não ser dado por conta da falta desse repasse. Além disso, o tempo de serviço não é contabilizado para o tempo de aposentadoria.
Como se isso não bastasse, os profissionais estão sendo obrigados a conviver com cobranças de qualidade e produção ainda que não se tenha carro, celular ou telefone para que possam exercer seu trabalho de forma mais ampla. Há sempre horas a mais de trabalho por conta da fila para usar o telefone que tenha crédito o que é feito sem o pagamento de hora extra.
Há também o fato de que, com a ocorrência de várias demissões desde o fim do ano feitas por parte da empresa para 'sanear' as finanças, muitos dos profissionais acabaram por pedir demissão porque não veem mudanças na conduta dos dirigentes da Folha à vista. Para se ter uma ideia, apenas na última semana foram três pedidos de demissão. Com isso surge o acúmulo de função sem pagamento a mais por isso. Esse fato fica pior quando se sente  que quase ninguém qualificado no mercado quer ir trabalhar numa empresa que não paga em dia e da total desordem e inversão de valores no contexto do que seria uma redação. 
 
Confira abaixo o resultado da pesquisa:
Foram feitos 30 questionários
- Foram distribuídos 29 porque uma das pessoas estava de férias
- Foram respondidos 27 porque duas pessoas não quiseram opinar
Dos questionários respondidos:
- 100% concordam em o Sindjor entrar com ação judicial para que a empresa Folha do Estado coloque o salário em dia.
- 100% não sabiam que o não depósito do FGTS e do INSS ocasionam danos a sua vida funcional.
- 30% têm férias tiradas mas sem recebimento do abono previsto em lei de 1/3. Esses funcionários, juntos, somam 12 períodos de férias sem abono pago.
- 30% disseram sofrer ou já ter sofrido assédio moral por parte da empresa. 
- 60% alegaram não ter sofrido assédio e 10% não responderam a essa questão.
- 85% alegam que a falta de estrutura da empresa tem prejudicado a qualidade de seu desempenho profissional.
- 45% aceitariam estar com o salário atrasado DESDE QUE a empresa entrasse em diálogo e desse satisfação a TODOS  sobre a previsão de colocar tudo em ordem (salário, FGTS, abono, INSS) enquanto 55% não aceitariam.
-  96% não está satisfeito com o trabalho atual. 4% não responderam a essa questão.
Diante desse quadro o Sindjor vai marcar uma reunião com a direção da Folha do Estado a fim de resolver o conflito e tornar o meio de comunicação um local onde os profissionais sejam respeitados. Caso não haja consenso para a melhoria o Sindjor vai tomar as providências judiciais cabíveis.

Um comentário:

Laura Lucena disse...

Demiti a Folha do Estado na Justiça, fiz acordo e até hoje a empresa não pagou o que acordou. Tem mais de um ano isso genteeeeee