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14 de nov de 2012

Jornalistas do Brasil mantêm luta pelo diploma e pensam a profissão em Congresso Nacional



O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) encaminhou a maior parte das proposições contidas no caderno de teses que norteou o debate no 35º Congresso Nacional dos Jornalistas realizado entre 7 e 10 de novembro em Rio Branco, capital do Acre.

Foram 16 proposições de Mato Grosso, entres teses e emendas, tiradas, através do voto, no III Congresso Estadual dos Jornalistas, realizado em abril de 2011, na capital Cuiabá.

Uma das teses propostas por Mato Grosso, e que foi aprovada pela plenária, é a que questiona a permanência do profissional de comunicação na mídia quando passar a exercer mandato político partidário. A tese vai na direção de uma outra matéria também aprovada em dezembro de 2009 na I Conferência Nacional de Comunicação.

Além das contribuições de MT, foram inscritas sete formulações da diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) - realizadora do evento, mais nove do Distrito Federal, quatro de Minas Gerais, quatro do Rio Grande do Sul, cinco de Alagoas, três de São Paulo, duas do Ceará, duas do Rio de Janeiro, uma da Comissão Nacional de Ética e duas de Santa Catarina.

O Congresso, ainda que pequeno – tendo aglomerado não mais que 70 delegados eleitos em boa parte dos 31 sindicatos filiados à Fenaj – é a instância máxima de deliberação da categoria. O que é decido ali no voto vale como proposta de implementação para os próximos dois anos.

Há que se considerar as dificuldades geográficas para se chegar ao Acre, um estado fora do eixo Rio-SP-DF. No entanto, quem foi teve a oportunidade de conhecer um pouco do extremo Oeste do Brasil, a fisionomia dos acreanos, a dinâmica social, as questões socioambientais. Ali é o coração urbanizado da floresta amazônica.

Apesar do tema monocórdio das mesas ter sido sustentabilidade (“Os desafios do jornalismo e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável), o que polemizou de fato no evento foram, nas plenárias, as questões mais urgentes trabalhistas, como a recolocação do diploma como obrigatoriedade para o exercício legal da profissão, a sindicalização de jornalistas não-diplomados e a implementação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).

Se a luta do diploma unifica a categoria que atribui a escola fundamental tarefa formativa, a sindicalização de não-diplomados divide opiniões. Os sindicatos de São Paulo, Ceará, Distrito Federal e Mato Grosso avaliam que, de acordo com o papel de qualquer sindicato, todos os trabalhadores do segmento devem ser acolhidos pela entidade. Já a direção da Fenaj e a grande maioria dos sindicatos entendem que não e que isso seria uma afronta à luta pela diploma que tem se mostrado vitoriosa no Congresso Nacional.

Porém, conforme o presidente do Sindicato dos Jornalistas do DF, Lincom Macário, o trâmite tranquilo observado no Senado dificilmente se repetirá na Câmara Federal, inclusive porque, conforme ele alerta, vem ainda a lei dos meio e, na disputa política do marco regulatório, os deputados serão muito mais pressionados a não garantir conquistas aos jornalistas, para enfraquecer a categoria.

O coletivo Luta, Fenaj cobrou, durante o Congresso, uma Federação mais engajada, combativa e forte, que acompanhe os sindicatos nas campanhas salariais, em prol de uma campanha forte e unificada pelo piso nacional de R$ 3.720.

O presidente da Fenaj, Celso Schoereder, admite que a entidade tem focado quase que exclusivamente na luta pelo diploma e também na briga pelo marco regulatório dos meios. A direção da Fenaj não admite, porém, que as críticas conduzam a uma mudança de postura na entidade que existe para representar os jornalistas brasileiros, hoje tão precarizados, desrespeitados, marginalizados das decisões editoriais.

A diretoria do Sindjor vai convocar uma assembleia geral para o dia 21 de novembro, uma quarta-feira, às 19h em primeira convocação e 19h30 em segunda, com a seguinte pauta: informes e avaliações sobre o 35º Congresso Nacional; IV Congresso Nacional dos Jornalistas; atrasos salariais; sindicalização e encaminhamentos.

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