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25 de out de 2012

NOTA DE APOIO À JORNALISTA LISÂNIA GHISI

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público expressar seu total apoio à jornalista Lisânia Ghisi, do jornal A Gazeta, que assina matéria sobre morte de Policial Militar e a violência galopante em Várzea Grande.

A matéria da referida profissional, publicada na última terça-feira, dia 23 de outubro de 2012, virou debate malicioso e ofensivo no Facebook, na página do Cap PM OE Paccola.

Comentários de militares envolvidos ou não no caso e de outros seguidores do capitão incitam a violência e promovem campanha virtual pela resolução de problemas sociais à base da força.

Além disso, alguns dos comentários atacam frontalmente a categoria dos jornalistas. Um dos seguidores de Paccola, o capitão Caveira, comenta que: "Eu acho que quando acabarem todos os bandidos do mundo, o próximo passo devem (sic) ser os jornalistas!"

Ora, vivemos a barbárie ou queremos outra sociedade?

O Sindicato vem a público repudiar que um oficial capitão da polícia e cidadão faça apologia à violência de qualquer forma.

O Sindjor-MT repudia ainda que os jornalistas sejam ameaçados, expostos. O jornalismo é de indiscutível relevância social e deve ser, ao invés de banido, fortalecido.

É necessário reforçar que ameaça pública como fez o oficial capitão a um assassino, mesmo que vinda de um policial, constitui crime.

Polícia não é para matar, mas sim para proteger toda a sociedade!

Condutas ilegais na internet têm sido julgadas e condenadas em tribunais de todo o país. Ali não é um espaço sem lei, onde pode tudo.

O Sindjor-MT defende a liberdade de expressão por dever profissional e crença de que essa bandeira interessa a toda a sociedade. Mas a liberdade de expressão, seja por parte da imprensa ou de qualquer cidadão, deve ser exercida com responsabilidade.

Temos a clareza de que a Polícia deve ter, antes de tudo, profunda formação humana, para lidar com seres humanos. É por pensamentos desse tipo supracitados que muitos cidadãos, por vezes inocentes, acabam sendo espancados e mortos. É preciso respeito e responsabilidade para lidar com gente.

O Sindjor-MT levará o caso ao Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso, do qual é signatário, e à representação brasileira da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Também levará está nota ao conhecimento do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Segurança Pública, solicitando que os envolvidos sejam devidamente responsabilizados e que a corporação seja treinada para tratar a população com mais respeito.

O Sindjor-MT finaliza informando que tomará todas as providências necessárias para que este caso seja esclarecido e haja retratação pública desses policiais.

A DIRETORIA

9 comentários:

Nivaldo Queiroz de Souza disse...

Valeu Diretoria do SINDJOR-MT - Gestão O Sindicato é Você. Fico feliz em ler atitudes como esta em defesa de um profissional da classe.

Anonymmous disse...

Parabéns à jornalista pela matéria, mas creio ter sido feito valor de juízo um pouco excessivo. Realmente as palavras utilizadas fazem parte de jargões militares (onde o condenado não verá mais o sol por estar preso/recluso). Talvez a jornalista pudesse ter estudado mais a fundo o assunto antes de te-lo julgado. Olha o tamanho da confusão! Como sugestão poderia ser feita uma matéria de mesma repercussão a respeito da morte prematura do PM e de tantos outros jovens. Também não concordo com nenhum tipo de ameaça à jornalista.

Indignado disse...

Dois pesos e duas medidas estão sendo utilizados neste caso. A jornalista foi além do direito dela, e pré julgou e taxou o capitão. Por que ela não faz exatamente a mesma coisa com o colega de trabalho Walter Rabelo, qual faz considerações a respeito de bandido no mesmo teor ou até pior.?????????

Jean Sulsbacher disse...

Indignado, o nome disso é corporativismo! Lamentável

Marcos Paccola disse...

Gostaria de deixar aqui o meu reconhecimento e o meu respeito ao Sindicato e a todos os profissionais da impressa de Mato Grosso... Tenho convicção e perfeito entendimento da importância do trabalho jornalístico na promoção das informações para a sociedade, inclusive, no controle das ações policias... No meu entendimento a repórter Lisânia Ghisi foi tão infeliz na matéria quanto eu no meu comentário (já retirado e retratado no mesmo perfil). Quero ressaltar novamente que a postagem não passa de uma parte de uma canção militar dos comandos do Exército Brasileiro que postei sem imaginar que poderia dar tamanha repercussão... Por fim, estou concluindo na semana que vem uma pós graduação em Gestão de Segurança Pública e gostaria muito que tomassem conhecimento do artigo para conhecer o meu pensamento como profissional da segurança pública!!! Vocês não noção do quanto isto tem trazido de prejuízo para minha família, já sobre aos comentários postados não tenho como controlá-los!!!
Certo de contar com vossa compreensão, desde já elevo meus protestos de estima e gratidão!!!
NINGUÉM É TÃO BOM SOZINHO QUANTO TODOS NÓS JUNTOS
Marcos Paccola - CAP PM

Jornalista e não bandido disse...

Creio que os nobres policiais estão com dificuldade para interpretar o caso. Gostaria que, se possível, eles explicassem onde a repórter fez juízo de valor do caso. Sua notícia é meramente sobre o fato de a corregedoria da Polícia Militar estar investigando a declaração dada pelo capitão Paccola no facebook. Todas as informações saíram da boca do corregedor da PM no Estado, excelentíssimo coronel Sampaio. Se os policiais deveriam reclamar de alguém, este alguém seria o corregedor que passou as informações.
O resto é apenas incapacidade de compreender um texto.
Além do mais, o principal problema é o comentário do cidadão que disse que depois dos bandidos, chegará a hora dos jornalistas.

Dhyogo Rodrigues\ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dhyogo Rodrigues\ disse...

O Cap não intimidou ninguém. Assim como eu, ele manifestou sua opinião, o que deve ser respeitado. A imprensa mais uma vez está abusando do seu poder persuasivo.

Marcio Camilo disse...

Nossa! Isso é muito sério gente. Em tese, a polícia existe para garantir a paz e o bom funcionamento da sociedade. Mas na prática o que a gente vê é uma tremenda truculência. Quem não se lembra do caso Toni? O estudante africano que foi espancado pela polícia até a morte. Dizer que a próxima turma que deveria ser eliminada é a dos jornalista, se isso não for uma ameaça é o que então? Liberdade de expressão precisa ser exercida com responsabilidade.