Capitão Paccola responde à nota do Sindjor

Seguindo a postura democrática do Sindjor/MT de permitir o debate e abrir espaço para as diversas manifestações e para o contraditório, reproduzimos abaixo, na íntegra, comentário o Capitão da PM Marcos Paccola, postado em nosso site, e "Nota de Esclarecimento" divulgada por ele, ambos acerca da Nota de Apoio à Jornalista Lisânia Ghisi, em que o Sindicato repudia qualquer ato de violência - física ou psicológica - contra qualquer pessoa, especialmente contra os jornalistas no exercício de sua função.

Comentário no site do Sindjor:
"Gostaria de deixar aqui o meu reconhecimento e o meu respeito ao Sindicato e a todos os profissionais da impressa de Mato Grosso... Tenho convicção e perfeito entendimento da importância do trabalho jornalístico na promoção das informações para a sociedade, inclusive, no controle das ações policias... No meu entendimento a repórter Lisânia Ghisi foi tão infeliz na matéria quanto eu no meu comentário (já retirado e retratado no mesmo perfil). Quero ressaltar novamente que a postagem não passa de uma parte de uma canção militar dos comandos do Exército Brasileiro que postei sem imaginar que poderia dar tamanha repercussão... Por fim, estou concluindo na semana que vem uma pós graduação em Gestão de Segurança Pública e gostaria muito que tomassem conhecimento do artigo para conhecer o meu pensamento como profissional da segurança pública!!! Vocês não noção do quanto isto tem trazido de prejuízo para minha família, já sobre aos comentários postados não tenho como controlá-los!!!
Certo de contar com vossa compreensão, desde já elevo meus protestos de estima e gratidão!!!
NINGUÉM É TÃO BOM SOZINHO QUANTO TODOS NÓS JUNTOS"

Nota de Esclarecimento:

"Inicio a presente NOTA DE ESCLARECIMENTO destacando o meu respeito e o meu reconhecimento ao trabalho prestado por todos os profissionais dos meios de comunicação do Estado de Mato Grosso e do Brasil. Tenho total ciência da importância de vosso trabalho na promoção das informações e no auxílio do controle das ações praticadas por servidores públicos, sem exclusão da Polícia. Tenho certeza que buscam acima de tudo a promoção da Justiça com imparcialidade. Desta forma, para que a justiça seja feita, solicito que torne público a presente Nota nos meios de comunicação a fim de esclarecer a situação.

Diante de tamanha repercussão por uma postagem lançada em meu perfil do Facebook em momento de disparate e de revolta por saber do assassinato um colega, jamais, em momento algum houve a intenção de promover a violência ou sequer fomentá-la. Da mesma maneira que fui infeliz com a postagem do comentário, tenho total convicção que a Repórter Lisânia Ghisi foi tão infeliz quanto na edição da matéria citando o comentário do meu perfil.

A matéria certamente gerou e vem gerando lucro e mais lucro para os meios de comunicação, pois, o assunto vem sendo um dos mais comentados, como pôde ser visto no próprio site do Jornal A Gazeta do dia em que a matéria foi publicada. Prefiro não acreditar que existam interesses financeiros em manter essa polêmica toda, pois, o prejuízo emocional que vem trazendo o presente assunto é inimaginável, tanto para minha pessoa, e tenho certeza que para pessoa da repórter Lisânia Ghisi.

Tentei adicioná-la no perfil para que me permitisse publicar na página dela o meu pedido de desculpas pelas palavras colocadas por pessoas as quais não tenho controle e acessaram meu perfil para comentar, todavia, o perfil da repórter não permite acesso para publicação, a não ser para os amigos. Queria ter deixado a postagem também para ela das inúmeras tentativas de envio para o site do Jornal A Gazeta que fiz no dia da publicação da matéria.

Quero deixar o mais transparente possível que também estou me sentido extremamente lesado com toda essa relevância que o assunto vem sendo tratado e polemizado. Continuei postando outras fotos e frases sem intenção alguma de dar algum tipo de resposta para ela, mas sim, para as pessoas que me conhecem e para muitos que se espelham em mim, que diga-se de passagem, permito-me copiar as palavras da poetisa Cleide Canton, neste momento sinto vergonha de mim... por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Tudo que posto no meu perfil que era público, agora não é mais para evitar esse tipo de dissabor, é colocado no intuito de fazer com as pessoas se entreguem de corpo e alma naquilo que fazem para dar o melhor de si sempre. Como repórter investigativa, ela poderia ter olhado tantas coisas no meu perfil, ou nos próprios sites de busca inserindo meu nome, que tenho total convicção que ela teria entendido que não coaduno com o uso indiscriminado da força e o desrespeito aos direitos humanos.

Quanto as armas e as fotos postadas no perfil, suplico o amor do nosso pai celestial para que vocês compreendam e respeitem que esse é o nosso dia a dia. As armas para nós policiais são como folhas de papéis, canetas e computadores para vocês da imprensa. 

Por fim, na esperança de colocar ponto final no assunto, aos meus amigos e colegas que são do meio de comunicação, solicito vosso apoio e compreensão na divulgação da presente NOTA, pois, como alguns profissionais da mídia dizem, o que publicamos é de responsabilidade nossa, mas o que as pessoas entendem é de responsabilidade deles.

Certo de poder contar com vossa compreensão, coloco-me a inteira disposição para mais esclarecimentos e desde já elevo meus protestos de estima e gratidão!!!!

MARCOS EDUARDO TICIANEL PACCOLA"

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