Almino encaminha resolução no CNMP em defesa de apuração mais célere de crimes contra jornalistas



Marcos Coutinho
O advogado Almino Afonso Fernandes, membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), encaminhou hoje, no âmbito daquela instituição, uma resolução na qual defende uma apuração célere e prioritária dos crimes prarticados contra jornalistas, em quaisquer circunstâncias.

Para o Olhar Direto, por telefone, Afonso Fernandes relata que o Ministério Público precisa tratar com a máxima agilidade e a maior prioridade possível os crimes contra jornalistas, porque, em sua opinião, também se trata de agressões contra a imprensa e a democracia.

"É claro que um assassinato de um profissional da imprensa, além de um crime bárbaro, também é um atentendo contra qualquer regime democrático. E infelizmente ainda assistimos muitos crimes no Brasil contra jornalistas e a apuração não tem um tratamento prioritário que deveria ter, pois a democracia também é atingida", ponderou Almino, que foi indicado e reconduzido ao cargo de conselheiro pelo mecanismo do Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Sem titubear, ele afirmou que sua resolução foi inspirada no assassinato do jornalista Auro Ida, que mantinha uma coluna no Olhar Direto, brutalmente morto em final de julho do ano passado. Inicialmente, a Polí cia Civil sustentou tese de crime passional, mas nada foi comprovado até a Justiça ter decretado segredo nas investigações policiais.

Ida vinha investigando várias denúncias de corrupção no âmbito do governo estadual (pagamento de cartas de crédito, precatórios, ameaças de secretário contra um empresário etc).

"Dom Pedro II, embora fosse um monarca, já dizia que uma nação só pode ser considerada democrática com eleições livres e com liberdade de imprensa. E os assassinatos de jornalistas em nível nacional também ferem de morte os princípios que norteiam a democracia", acrescentou Afonso Fernandes.

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