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19 de abr de 2012

Sindjor-MT adota medidas para fomentar arrecadação

Intenção é tocar entidade politicamente com um pouco mais de autonomia financeira e construir a tão sonhada sede

VAMOS DAR MUSCULATURA AO NOSSO SINDICATO, GENTE!


Há cinco anos o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) não para. Está entre os mais atuantes do Brasil.

Uma característica do Sindjor-MT é a ousadia. Este ano vamos pedir piso nacional proposto pelo Projeto de Lei do deputado André Moura (PSC-SE), que é de R$ 3.270.

Conforme a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Sindjor-MT é o único sindicato até agora a abraçar essa causa e levar a proposta à mesa de negociação.

A entidade, movimentada por um grupo de jornalistas e estudantes, vem desencadeando uma série de atividades políticas, pensadas em reuniões ordinárias às segundas-feiras, às 19h. Essas reuniões são espaços democráticos, abertos a quem quiser participar, opinar, votar.

A categoria já sente a força do Sindjor-MT, que se faz presente e interfere na vida dos trabalhadores da imprensa do estado de várias formas.

A mais importante das iniciativas dos últimos anos foi a retomada das campanhas salariais. “Todo ano temos que sentar com o empresariado e cobrar melhores salários”, afirma o atual presidente Téo Meneses.

De 2008 a 2011, o piso, que estava estagnado e sem validade jurídica há 15 anos, saltou de R$ 1.050 para R$ 1.500. Um aumento de 43%.

A direção do Sindjor-MT vem realizando também congresso, cursos, palestras, emitindo notas, realizando festas, fechando convênios e, como todos sabem, até vendendo pizzas, para dar conta do recado financeiro.

O Sindjor-MT tem 1.033 jornalistas filiados na capital e interior. Se todos pagassem em dia a mensalidade de R$ 22,50, que significa apenas 1,5% do piso, a arrecadação mensal seria de mais R$ 23 mil. Porém a inadimplência está acima de 80% e a arrecadação real não passa de R$ 3 a R$ 4 mil ao mês. Recurso insuficiente para quitar a folha de pagamento de dois funcionários – Gilmar Soares (cobrador) e Manuela Gomes Segura (auxiliar administrativo), telefone, energia elétrica, aluguel, taxas cartoriais, entre outras despesas.

“Enquanto a gente estiver nessa situação, ficará difícil construir nossa sede, embora a gente esteja o tempo todo buscando isso. No momento, o engenheiro está reduzindo a obra original, para conseguirmos construir uma sala e uma guarita, evitando a perda do terreno que o Governo do Estado concedeu a nossa entidade no Centro Político Administrativo”, explica a tesoureira Priscila Mendes.

O orçamento do Sindjor-MT ficou mais complicado desde a década de 80. Por conta de uma campanha sindical contra o exercício irregular da profissão, o Sindjor-MT perdeu ações, tendo as contas bancárias trancadas pela Justiça. Para não zerar o recolhimento e ter que fechar as portas, diversos filiados que tinham desconto em folha, em solidariedade, passaram a pagar em mãos, mediante cobrança.

“Mas agora todos os problemas jurídicos daquela época já estão resolvidos e isso é uma das conquistas da nossa entidade. Agora é hora de voltar ao sistema de desconto em folha e todos os jornalistas sindicalizados devem pedir na empresa em que trabalham para que sua contribuição seja automática”, solicita a diretora de Mobilização Keka Werneck.

A direção do Sindjor-MT solicita também aos filiados que procurem o departamento de Recursos Humanos da empresa onde trabalham para pedir que a contribuição compulsória anual, realizada no salário de maio de todos os trabalhadores brasileiros, vá para o Sindjor-MT e não outras entidades.
O Sindjor-MT vai adotar várias medidas para sanear a entidade.

Uma delas é alugar uma máquina de cartão, para que os filiados possam pagar em débito ou crédito. Isso evitará que o cobrador Gilmar rode pelos locais onde há jornalista filiado trabalhando e saia sem receber, porque muitas vezes os associados querem pagar, mas estão sem dinheiro em espécie naquele momento.

A direção vai também adotar uma política mais arrojada de descontos, para quem está com um ano ou mais de mensalidades em atraso. Também está pensando em formas de valorizar os filiados que estão em dia. Uma delas é o acesso aos convênios. “A nossa entidade tem convênios com curso de inglês, faculdade, loja de roupas e moda íntima. Estamos em contato com outros comércios e serviços, para ampliar o leque de opções”, explica Anderson Pinho, da Comissão de Ética do Sindjor-MT e também da Comissão de Convênios.

“Um sindicato existe para defender os interesses dos trabalhadores da categoria. Quando o trabalhador se sindicaliza, ele está dizendo que entende a importância da entidade que o representa, sendo assim, vamos pagar o Sindicato, para que ele fique forte politicamente e ao menos um pouco mais autônomo financeiramente”, incentiva o presidente Téo Meneses.

Jornalista, sindicalize-se e mantenha suas mensalidades em dia!

Vem pra luta que é nossa! Participe das reuniões e atividades do Sindjor.

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Informações: (65) 3025-4723 – das 12h às 18h. 

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