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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

23 de mar de 2012

CAMPANHA SALARIAL 2012: Jornalistas debatem novo piso para categoria e precariedades da profissão

Um debate participativo, empolgado e cheio de propostas abriu a Campanha Salarial dos jornalistas de Mato Grosso em 2012 na última segunda-feira (19). Em Assembleia Geral, os trabalhadores discutiram novas propostas para o Acordo Coletivo deste ano. Se as negociações avançarem, o acordo será firmado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) entre o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e as empresas de comunicação. Os jornalistas estão em assembleia permanente e na próxima segunda (26) voltam a se reunir, às 19h30, no auditório da ADUFMAT S.Sind, para definir o piso salarial e as cláusulas sociais que vão reivindicar este ano.

Do Acordo Coletivo, peça chave da Campanha Salarial, os jornalistas discutiram os dois aspectos do documento que tratam das questões econômicas e sociais da classe. 

Na parte social, os trabalhadores explanaram sobre as condições precárias do exercício jornalístico, tanto nas redações como na rua, durante a apuração de pautas. 

Foram sugeridas novas cláusulas no Acordo Coletivo que atendam melhor às necessidades dos trabalhadores da comunicação. Dentre elas está o aumento da licença maternidade para seis meses, mais segurança nos carros de reportagens e seguro de vida para os jornalistas. 

Quanto ao aspecto econômico do Acordo Coletivo, houve a discussão de propostas para o novo piso e reajuste salarial. Os jornalistas falaram da possibilidade de se praticar em Mato Grosso o salário de Alagoas. Lá, é exercido o maior piso do Brasil, quando um repórter em início de carreira ganha R$ 2.324. Outra proposta foi a de equiparar o piso dos trabalhadores do estado com o Projeto de Lei em nível nacional que propõe um salário inicial de R$ 3.732 para os jornalistas. 

A categoria também entendeu que não seria nenhum absurdo exigir do patronato um salário na faixa de três mil reais. Esse valor é irrisório, se comparado aos últimos 10 anos de defasagem salarial que a profissão de jornalismo sofreu. Se o salário subisse sistematicamente, de ano em ano, e com as devidas correções inflacionárias, os repórteres do estado ganhariam atualmente seis mil reais de salário base. 

Apesar das propostas, a Assembleia Geral terminou sem uma decisão sobre o assunto. Os jornalistas presentes entenderam que a discussão do novo piso e reajuste salarial, depende da participação em peso dos demais colegas. Só assim se chegará a um valor que contemple a classe como um todo. 

Por isso, o Sindjor - MT desde já faz um apelo para que interessados se juntem ao debate na nova Assembleia Geral da categoria na próxima segunda e possam enriquecê-lo.

FONTE: Sindjor/MT

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