NOTA: Greve na Folha do Estado completa uma semana

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) lembra que, nesta terça-feira (28), os jornalistas da Folha do Estado completam sete dias em greve devido ao atraso salarial das folhas de pagamento dos meses de dezembro e janeiro de repórteres e editores. A greve foi iniciada na quarta-feira passada (22), após o não cumprimento do cronograma proposto pela própria empresa, que havia se comprometido a quitar os atrasados até o dia 17 de março. Desde então, os trabalhadores seguem em greve.


Dos 28 jornalistas que atuam na redação da Folha do Estado, 50% aderiram à greve e a outra metade segue trabalhando. Na assembleia realizada nesta segunda-feira (27), os profissionais discutiram o andamento da mobilização e decidiram continuar em greve, considerando que os salários atrasados dos editores e repórteres ainda não foram pagos. Uma nova assembleia geral está agendada para esta quarta-feira (29). 


É importante pontuar que a Folha do Estado não é o único veículo que atrasa salários em Mato Grosso. No entanto, é onde a categoria está mais organizada e, por isso, é a única empresa em que os jornalistas deliberaram pela greve. O Sindjor-MT reforça o compromisso de lutar pela categoria e apoiará mobilizações em todos os veículos que adotem essa prática cruel de atrasar os salários.

Ao longo da mobilização, que começou em novembro do ano passado, os jornalistas da Folha do Estado têm cobrado respeito com os trabalhadores, e o direito básico de receberem os salários conforme estabelecido por lei e pelo Acordo Coletivo assinado entre o Sindjor-MT e a empresa em questão, válido até maio de 2012, que prevê o pagamento no quinto dia útil do mês subsequente.

Os jornalistas não suportam mais viver a insegurança de não saber quando receberão seu próximo salário, pois o pagamento não tem sido feito de forma regular há mais de um ano e os atrasos já chegaram a superar três meses.

É preciso ressaltar, ainda, que esta greve é fruto dessa longa mobilização e não ocorre somente pelo atraso no pagamento do salário de janeiro dos repórteres e editores, mas sim pelos constantes descumprimentos da legislação trabalhista e dos compromissos firmados pela administração da empresa quanto a cronogramas de pagamento.

Essa situação precisa mudar, pois todo jornalista, assim como qualquer trabalhador, tem seus compromissos financeiros, família e contas para pagar. Afinal, ninguém trabalha apenas por amor.

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