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28 de fev de 2012

COJIRA-MT: Sindicato lança comissão sobre igualdade racial

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) criou oficialmente, nesta segunda-feira (27), a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), tal qual já existe em sindicatos de outras  partes do país.

A criação de uma comissão para tratar do tema é uma forma de o Sindjor-MT  fomentar entre os jornalistas locais a reflexão sobre as desigualdades raciais em Cuiabá, Mato Grosso e Brasil, buscando contribuir para que este tema seja inserido na mídia de forma correta, mais frequente, aprofundada e crítica. Também vai significar maior inserção do sindicato nas discussões nacionais sobre o tema.

A Cojira-MT é aberta à participação de jornalistas ou não e pessoas das mais variadas identidades étnicas. Na reunião, ficou definido o envio de um texto comunicando a criação da comissão a todos os jornalistas cadastrados no mailing do Sindjor-MT.

Será criado um Grupo de Discussão Virtual para a comissão e os interessados em participar devem solicitar ao Sindjor a inclusão de seu e-mail na lista. Neste grupo, serão planejadas ações e encaminhamentos acerca do trabalho a ser desenvolvido pela Cojira..

Como pontapé, já foi aprovado, na reunião ordinária da entidade, nesta segunda, que o tema do II Prêmio Mato-grossense de Jornalismo Pedro Rocha Jucá, coordenado pelo Sindjor-MT, seja o “racismo”, e que as inscrições permaneçam abertas por longo período, facilitando a participação de todos. Outra sugestão foi a criação de um Caderno de Pautas e Fontes sobre Racismo.

Doutora em relações raciais e educação, a professora Cândida Soares da Costa esteve presente no sindicato, mostrando seu interesse em participar da Comissão.  Ela, que integra o Núcleo de Estudos e Pesquisas Sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da UFMT, falou sobre o papel da imprensa como participante da construção do imaginário social e de reprodução do racismo. “Os negros são a maioria entre os analfabetos do Brasil, têm a menor média de escolaridade e são menos de 6% entre os empregados com carteira assinada. Muitas matérias noticiam estes fatos como naturais e não como construções sociais. É preciso contextualizá-los, de onde vem esta realidade? O sindicato tem a função de buscar transformar esta realidade”.

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