Jornalistas de MT vão para frente do Diário de Cuiabá contra atrasos salariais

Categoria fará protesto próxima segunda (12) às 18h30
 
A luta por um jornalismo decente continua em Mato Grosso. Depois das conquistas do movimento grevista dos jornalistas da Folha do Estado, a categoria agora parte em peso para um ato em frente ao periódico que há mais de dez anos estabelece a prática do atraso salarial - o Jornal Diário de Cuiabá.  O protesto será na próxima segunda-feira (12), com convocação para a Assembléia Geral da categoria, a partir das 18h30.  

Aproveitando a onda de agitação e união dos jornalistas na luta por direitos, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) pede mais uma vez presença maciça dos trabalhadores, só que agora com protestos na frente do jornal Diário. Vale destacar que nesse periódico a situação é ainda mais delicada, quando há funcionários com até CINCO MESES de atrasos salariais. 

O ato em frente ao Diário, terá início com o "tuitaço" #JornalistasnaForca - a mesma frase da campanha dos trabalhadores da Folha e que alcançou por duas vezes o status de assunto mais comentado no Estado pela rede social Twitter. O "tuitaço", que visa conclamar a categoria para o ato, começa a partir das 14h.  Os jornalistas da Folha, que constataram a importância da união da classe, já declararam apoio aos colegas do Diário e garantiram a participação durante o ato em frente ao jornal impresso. 

O Sindjor reitera o pedido de união entre os trabalhadores, assim como ocorreu no movimento grevista da Folha, quando houve grande sensibilização dos demais colegas de outros veículos.  Entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimento estudantil da UFMT, também marcaram presença no ato em frente à Folha, que ocorreu em 21 do mês passado. A intensa mobilização fez a diretoria do jornal quitar de uma vez, as duas folhas salariais que estavam em atraso.  É importante ressaltar que os gráficos da Folha, que também estavam com salários atrasados, tiveram participação crucial no movimento. 

Em reunião ordinária do dia 5 de dezembro de 2011, a categoria entendeu que não pode mais permitir os atrasos salariais – prática que alguns veículos de comunicação do Estado persistem em continuar. Dessa forma, os trabalhadores irão combater com todo vigor essa condição vexatória.

Depois do Diário, o próximo ato ocorrerá em frente ao jornal Correio Várzea-grandense, se a empresa insistir em manter salários atrasados. Por lá, funcionários também relataram que estão de dois a quatro meses com salários atrasados sem receber.

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