ARTIGO: Julianne é Caju. Caju é Julianne. Portanto sou Julianne Caju

A história do meu apelido Caju que virou nome profissional começa com a minha entrada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no curso de Jornalismo em agosto de 1997. A cor acaju do meu cabelo, o suco ou doce de caju de minha mãe e a festa do caju são os três elementos motivadores do meu apelido.

Eu sempre gostei de pintar meus cabelos. Uma hora de vermelho, outra de marrom, e em outras fazia luzes ou mechas. Quando entrei na faculdade eles estavam de cor acaju.

A primeira coincidência com a cor dos cabelos é que às vezes eu pegava carona com um colega de classe, o Cleiton. Nessas idas dele à minha casa, quase sempre tinha suco ou doce de caju para ele se deliciar.

No período em que entrei na faculdade, no segundo semestre do ano, acontece uma grande festa intitulada “Festa do Caju” lá no bairro Morada da Serra (conhecido como CPA), onde eu morava. É uma festa
muito tradicional do bairro. Eu nunca fui. Mas meus colegas ‘juravam’ que eu era frequentadora assídua dessa festa.

Com os Cajus me rodando, um belo dia numa roda de amigos da faculdade, um soltou: “Seu cabelo tem a cor de caju. Lá no seu bairro tem a festa dos Cajus”. Outro reforçou: “E sempre na casa dela tem doce ou suco de caju”. E outro apelidou: “Então você é a nossa Caju!”.

Dizem que apelido pega quando você fica bravo, zangado, nervoso. Mas comigo foi diferente. Eu nunca me importei com o apelido Caju. E pegou!!! Primeiro foram os amigos da minha turma, depois o restante da sala, depois os veteranos dos outros semestres, depois os demais alunos do curso de Comunicação Social e dos outros cursos até chegar nos professores. É, até meus professores me chamavam de Caju.

Passei a ser apresentada como a Caju da Comunicação em toda a UFMT. Como sempre fui uma pessoa participante de atividades extraclasse, foi fácil o apelido se dissipar por tudo quanto é canto da UFMT: no
movimento estudantil, no grupo de pesquisa, na biblioteca, nas festinhas, nos congressos, nos eventos etc.

Quando escrevi meu primeiro texto jornalístico na aula de Redação I não pensei duas vezes em como iria assinar a matéria: Julianne Caju. Porque se eu colocasse Julianne de Oliveira Souza, nem a professora
iria saber que o texto era meu.



Em todos os meus trabalhos práticos da faculdade, de jornal, rádio, TV, site, assessoria, sempre assinei Julianne Caju. Sendo assim, quando fui para o mercado de trabalho, tive que manter. Julianne Caju,
então, virou nome profissional. E eu gosto do Julianne Caju, porque é forte, marca, é fácil de gravar.

Mas já houve vez em que tive que comprovar que Julianne Caju é Julianne de Oliveira Souza. Foi no ano de 2007, quando me inscrevi para participar de um concurso de textos jornalísticos sobre Educação Profissional. Como de costume, assinei a matéria Julianne Caju. Mas minha inscrição teve que ser com meu nome completo Julianne de Oliveira Souza, de acordo com meus documentos. Para comprovar que se
tratava da mesma pessoa, a diretora do jornal, onde o texto que escrevi para participar do concurso foi publicado, teve que fazer uma declaração comprovando que Julianne Caju é Julianne de Oliveira Souza. Aí, sim, minha inscrição e meu texto foram aceitos.

Como podem ver minha vida social e profissional está batizada com meu nome-apelido. Muitos de meus amigos nem sabem qual é o meu primeiro nome. Pois só me conhecem como Caju. Até tios, tias, primos, me chamam por Caju.

Eu sou conhecida no meio jornalístico como Julianne Caju. Todos, mas todos os meus trabalhos são registrados como Julianne Caju. Tanto é que basta colocar Julianne Caju no Google e comprovar a infinidade de páginas que aparecerá.

Julianne é Caju e Caju é Julianne Portanto sou Julianne Caju!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa foi a carta que escrevi contando a história do meu apelido para que a advogada entrasse com a ação de retificação de registro civil.

Ela usou esses argumentos, mais documentos, como vários materiais em que foram publicados textos de   minha autoria em que assino Julianne Caju. Sendo assim, a advogada Claudia Saravy juntou um catatau de reportagens de TV (TV Pixé, TV SBT de Nova Mutum), de materiais de aúdio (Rádio Pixé – Rádio Cultura  de Cuiabá, Rádio Comunitária CPA), matérias do Jornal Correio Várzea-grandense (Caderno de Economia), textos publicados em sites, materiais produzidos para o antigo Ceprotec, hoje Escola Técnica Estadual de Mato Grosso, vinculado à Secitec, e outras publicações (livros, jornais, folders, etc) feitas por mim enquanto assessora de imprensa da Fundação MT.

Como eu já teria que acrescentar o nome do meu marido no meu nome, logo eu teria que mudar todos os meus documentos, resolvi aproveitar para tentar acrescentar o Caju no meu nome.

Em maio de 2011 veio a resposta:

“Em face ao exposto e em consonância com o parecer Ministerial, observando-se o disposto no artigo 109, parágrafo segundo e parágrafo quarto, da Lei 6.015/73, JULGO PROCEDENTE o pedido, e determino que se expeça mandado para que seja retificado o assento de nascimento, e, consequentemente, a certidão de casamento (fl. 20), devendo constar o nome da autora, no assento de nascimento, como sendo: “JULIANNE CAJU DE OLIVEIRA SOUZA”; e na certidão de casamento, como sendo: “JULIANNE CAJU DE OLIVEIRA SOUZA MORAES”.

Sendo assim ganhei mais dois nomes: CAJU e MORAES.

Assim como Xuxa, Pelé e Lula, agora sou eu Caju a ter apelido como nome oficial.  Rsrsrsr

OBS.: Por demora na liberação da sentença, somente agora em dezembro é que entrei com o pedido junto ao cartório para dar andamento na troca do meu nome em todos os meus documentos. É, os processos da Justiça são lentos, mas saem!!!

*Julianne Caju é jornalista em Rondonópolis

Fonte: Blog Pauta Quente

Comentários

Keka Werneck disse…
É bem Mato Grosso! rsrs
Dj Fabio Augusto disse…
Essa é minha Comadre... tudo de bom a você...

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