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22 de nov de 2011

Jornalistas e gráficos dão ultimato à Folha do Estado para pagar salários atrasados

Jornalistas e gráficos do jornal Folha do Estado vão parar a partir da próxima sexta-feira (25) e podem entrar em greve se até as 18 horas desse dia não houver pagamento do mês de setembro. Uma nova assembleia já está marcada para o mesmo dia às 19 horas em frente ao periódico.

O acordo é um de vários critérios para os profissionais manterem trabalho normal, conforme acertado em acordo com a direção do impresso.

A decisão saiu de Assembleia Geral nesta segunda-feira à noite (21) em frente ao jornal. O ato deliberou ainda por assembleia permanente e indicativo de greve da categoria. Reunião entre comissão de profissionais e a direção do jornal também fixou que qualquer descumprimento do acordo levará a categoria à paralisação.

Cerca de 60 jornalistas e gráficos fizeram ato para pressionar os proprietários da Folha e do Diário de Cuiabá a manter em dia a remuneração da categoria.  Boa parte dos profissionais que compareceram à assembleia foi da Folha do Estado e apenas um trabalhador era do Diário de Cuiabá.

Pela proposta apresentada pela proprietária do jornal, Izabella Brandão, o impresso pagará até o dia 5 de novembro o salário de outubro; o salário de novembro e o décimo terceiro até dia 20 de dezembro.

Outro critério foi estabelecer o dia 15 de dezembro o limite para decidir juros de atrasos salariais. Gráficos e jornalistas do impresso estão com setembro e outubro em atraso.

Profissionais do Diário de Cuiabá fizeram um dia de paralisação no mês passado. O ato não sensibilizou a direção do jornal, que tem histórico de atrasar salários e descumprir acordos junto ao Ministério Público do Trabalho.

“Estamos aqui porque vários jornalistas dos jornais Folha do Estado e Diário de Cuiabá pediram para o sindicato tomar alguma atitude sobre os salários atrasados. Foi por isso que decidimos fazer o ato e a assembleia”, explica o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Teo Meneses.

Ex-presidente do Sindjor-MT e representante na assembleia da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Regina Deliberai, disse “ser absurdo que ainda o sindicato tenha que fazer mobilização para cobrar salários, um direito básico dos trabalhadores”.

Além dela, participaram do ato representantes da Central Ùnica dos Trabalhadores (CUT), estudante da Intersindical, Sindicato dos Bancários e do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep).

FONTE: Sindjor-MT
FOTOS: Mary Juruna

Um comentário:

raony disse...

È isso ai companheirada, vamos á luta! Pois quem não luta não comemora vitória. Mary Juruna- cmt