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23 de nov de 2011

CUT/MT e SINTEP/MT apoiam luta dos Jornalistas e Gráficos contra atraso salarial

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) participou da assembleia realizada na segunda (21), em frente ao Jornal Folha do Estado, convocada pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR/MT), às18h30, que também teve o apoio da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT ) e do sindicato dos bancários. 

A “Assembleia Pública” contou com um número expressivo de manifestantes. ”Os jornalistas, fotógrafos, motoristas, gráficos e todos os trabalhadores da Folha  do Estado estão com dois meses de salários atrasados. No Diário de Cuiabá os salários chegam até a quatro meses de atraso. Isso não é de hoje, são mais de dois anos que esses profissionais convivem com essa situação. O sindicato vem negociando na justiça, mas hoje o nosso objetivo é forçar uma negociação”, relatou a diretora de mobilização do Sindjor, Keka Werneck.  

“O salário médio da categoria é de R$ 1.5OO, valor do piso salarial em Mato Groso, que acaba sendo praticado como teto”, criticou a sindicalista ao mencionar o salário pago em atraso pelas empresas de comunicação. 

Segundo o presidente da CUT/MT, Júlio Viana, e secretario de Comunicação do SINTEP/MT, os trabalhadores da impressa que atuam em Mato Grosso, há muito tempo, estão sofrendo por essa situação, bastante constrangedora. “Considerando a importância e a relevância social dos profissionais de comunicação, essa categoria recebe um salário irrisório, além de se submeter a extensas pautas e múltiplas jornadas de trabalho. E para tornar mais precária e ainda mais cruel essas condições de trabalho, vem o atraso salarial. Que não se justifica, tendo em vista que essas empresas tem em seu faturamento, não apenas contabilizadas a venda de suas edições, mas principalmente, a publicidade. É preciso que esses proprietários tenham “vergonha na cara”. Eles nem podem ser chamados “de empresários” pois para receber esse nome tem que fazer jus a responsabilidade social”, analisa o professor Júlio Viana. 

“Uma impressa livre pressupõe primeiro um profissional que não seja constrangido ao publicar matéria de interesse econômico ou político de algum grupo. Significa profissionais que não sejam censurados por expressarem sua opinião com relação a assuntos que ferem os interesses econômicos ou políticos de algum grupo. Significa esses profissionais receberem salários dignos e em dia e significa ter controle social sobre a atuação dessas empresas, tendo em vista, que a impressa é o olhar da cidadania”, avaliou o presidente da CUT/MT.

Para Julio Viana, “salário não é consórcio para pagar em parcelas”, acrescentou, indignado com a proposta do Jornal Diário de Cuiabá de pagar os salários atrasados de seus funcionários em 16 parcelas.

Agenda de pagamento - Durante a assembleia, foi apresentado um calendário de pagamento pelos advogados da Folha do Estado para os jornalistas e gráficos, estabelecendo o pagamento da folha de setembro até sexta (25), o pagamento da folha de outubro até 5 de dezembro e uma nova rodada de discussão sobre juros no dia 15. O pagamento do salário de novembro e do décimo terceiro está previsto para o dia 20 de dezembro. 

A agenda de compromisso foi aprovada com indicativo de “Estado de Greve”, que será avaliado em outra assembleia convocada para a próxima sexta (25), novamente em frente ao prédio da Folha do Estado.

FONTE: Silvia Calicchio, da Assessoria de Imprensa do Sintep-MT
FOTO: Silvia Calicchio

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