CONQUISTA: Folha paga dois salários; jornalistas encerram greve e voltam ao trabalho vitoriosos

Jornalistas do Jornal Folha do Estado resolveram encerrar a greve iniciada na última sexta-feira (25), provocada por atrasos salariais, e voltar ao trabalho hoje (29), mediante o pagamento de duas folhas, referentes aos meses de setembro e outubro. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria, convocada pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), para ontem às 18 horas em frente ao periódico.“A categoria comemorou muito, porque percebeu que se unindo é possível cobrar direitos básicos e também lutar para que possamos avançar nas discussões sobre assuntos relevantes para o exercício de um jornalismo que interessa à sociedade”, ressaltou a jornalista Keka Werneck, da diretoria do Sindjor-MT.
A mobilização dos jornalistas da Folha se fortaleceu na segunda-feira, dia 21,quando também houve uma assembleia geral. Durante a assembleia, a empresa chamou lideranças do movimento dos jornalistas e dos gráficos, para fazer uma proposta que evitasse a paralisação. Ficou estabelecido um calendário com quatro datas para quitar as folhas em atraso e repor juros.
Na sexta-feira, dia 25, aempresa deveria ter pago um salário. Mas alegou que o dinheiro havia entrado na conta da empresa, porém por burocracia bancária, não teria como entrar na conta dos trabalhadores no dia combinado. Cansados de esperar, eles decidiram pela greve, que foi decretada a partir da zero hora de sábado.
A outra data do calendário de regularização salarial seria o dia 5 de dezembro, quando a empresa pagaria, conforme garantiu, a folha de outubro, que acabou sendo quitada hoje junto com a folha de setembro.
No dia 15 de dezembro, a empresa ficou de negociar com jornalistas e gráficos os juros decorrentes dos salários atrasados.
Para fechar o ano, no dia 20 de dezembro, a Folha do Estado garante que vai pagar o salário de novembro e o 13º.
Na assembleia de ontem, os jornalistas da Folha destacaram que agora querem cobrar tambémo FGTS em atraso, além de fazer outras reivindicações que precarizam o trabalho jornalístico da equipe.
O Sindjor-MT ouviu a preocupação dos grevistas com relação a pressão e possíveis represálias. E prometeu intervir caso isso ocorra. “Ameaças de cortar ponto não podem acontecer, porque tudo foi feito de forma legal”, destacou o jornalista Jonas da Silva, da diretoria do Sindjor-MT.
A avaliação da greve será ponto de pauta na próxima reunião ordinário do Sindicato, marcada para segunda-feira, 5 de dezembro, às 19h30, na sede da entidade (Avenida Mato Grosso, 167, Centro – em frente a um orelhão). Também será pauta da reunião um possível ato em frente ao Diário de Cuiabá, que também está com salários atrasos e mantém essa prática há mais de 10 anos.
Já está marcada uma assembleia geral para as 18 horas do dia 20 de dezembro, novamente em frente à Folha, e caso o salário de novembro e 13º salário não entrem na conta dos trabalhadores até esse horário, será deflagrada nova greve.
A decisão de parar a cada vez que a empresa descumprir o calendário que ela mesma propôs de pagamento dos atrasados foi tirada na assembleia do dia 21 e reforçada na assembleia do dia 25 e de ontem.

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