ATA DA ASSEMBLEIA DO DIA 28.11.11

No dia 28 de novembro de 2011, a Assembleia Geral promovida pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) reuniu os diretores da entidade, Keka Werneck e Jonas Silva, e demais trabalhadores para debater as seguintes pautas: a volta ao trabalho dos jornalistas da Folha do Estado, depois do pagamento dos salários atrasados; reivindicação de outros direitos trabalhistas não cumpridos pele periódico; possíveis retaliações aos grevistas na volta ao trabalho; data da próxima assembleia em frente a Folha; e discussão para organizar um ato em frente ao Jornal Diário de Cuiabá e demais veículos de comunicação que atrasam  salários. Volta ao trabalho dos jornalistas da Folha. Ficou decido que a continuação da greve na Folha, depois do pagamento dos salários atrasados, não faria sentido. Os trabalhadores entenderam que a ideia de paralisação é para cobrar por direitos e não para desgastar a empresa frente aos demais profissionais do Estado e a opinião pública. Dessa forma, os trabalhadores voltam com as atividades a partir de terça-feira (29.11.11). A Folha resolveu quitar duas folhas salariais de uma vez: a de setembro e a de outubro.Reivindicação de outros direitos trabalhistas. Os jornalistas da Folha destacaram a importância de continuar lutando pelos direitos ainda não cumpridos pela empresa, como o pagamento do FGTS e o décimo terceiro. Sobre a questão, a KEKA sugeriu que na próxima reunião do sindicato com a Folha, que ocorrerá em 15 de dezembro, seja marcado um prazo X para o periódico pagar o FGTS dos funcionários. A principal pauta da reunião do dia 15 vai ser para a discussão dos juros dos salários atrasados dos jornalistas e dos gráficos da Folha.  Possíveis retaliações aos grevistas na volta ao trabalho. Os trabalhadores também ficaram preocupados com possíveis retaliações aos jornalistas grevistas da Folha na volta ao trabalho. Jonas buscou tranqüilizar os profissionais lembrando que todo o movimento está devidamente respaldado em lei, com publicação no Diário Oficial do Governo de Mato Grosso, informando sobre a assembléia geral da categoria e indicativo de greve. “A Folha não cortar o ponto dos funcionários ou fazer qualquer ameaça do gênero, pois tudo foi feito de forma legal”, frisou o diretor do Sindjor-MT.  Próxima assembleia em frente à Folha. Os jornalistas também deliberaram que a próxima assembléia da categoria será novamente em frente à Folha no dia 20 de dezembro, e caso a empresa não cumprir com o resto do calendário de regularização salarial, a greve será novamente deflagrada. O entendimento de parar com as atividades cada vez que a empresa não cumprir com o calendário foi acertado na assembléia geral do dia 21.11.11 e reforçado na última assembléia em 28.11.11.  Ato em frente ao Jornal Diário de Cuiabá e demais veiculos de comunicação que atrasam os salários. Também ficou resolvido que na próxima reunião ordinária da categoria, na sede do Sindjor – MT (avenida Mato Grosso, nº 167, centro - em frente a um orelhão), será discutido a organização de uma ato em frente ao Jornal Diário de Cuiabá, que também atrasa salários constantemente. A prática é feita por lá há mais de 10 anos.  O sindicato pediu apoio maciço dos Jornalistas da Folha para o ato no Diário de Cuiabá, por entender que só com a união da categoria, os quatro meses de salários atrasados no periódico serão quitados. Os jornalistas da Folha por sua vez, garantiram apoio aos colegas do Diário. Também ficou decidido que depois do ato no Diário, as próximas manifestações serão em outros veículos que também atrasam salários. Resultados das votações. De 11 jornalistas da Folha presentes na assembléia, 10 votaram a favor da volta ao trabalho na terça-feira (29.11.11). Houve 1 abstenção. Quanto à decisão de parar novamente no próximo dia 20, caso a Folha volte a descumprir o calendário dos atrasados, 10 votaram a favor da deliberação e houve 1 abstenção. Sem mais a declarar, Keka Werneck, diretora de mobilização, encerrou a assembleia e eu, Marcio Camilo, lavrei esta ata.

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