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24 de jul de 2011

Sindicato quer investigação da PF

Sindjor acredita que greve da Polícia Civil vai atrapalhar o trabalho de apuração; jornalista foi assassinado com seis tiros na última quinta

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor) defende a atuação da Polícia Federal nas investigações sobre as circunstâncias da morte do jornalista Auro Ida, assassinado com seis tiros na noite da última quinta-feira no bairro Jardim Fortaleza. 

Segundo o presidente do sindicato, Téo Meneses, diante da atual situação de greve na Polícia Civil estadual, quanto mais investigações houver sobre o caso, melhor. O presidente do Sindjor se reúne nesta segunda-feira (25/07)  às 9h com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB/MT), Cláudio Stábile, e com o advogado Ussiel Tavares, que também defende a idéia, para estudar as possibilidades jurídicas de uma investigação federal no caso. 

Segundo Tavares, que é da Comissão de Ética da OAB, além da greve que prejudica as investigações da Polícia Civil, outro fator que sustenta a idéia é a hipótese de que o crime tenha sido encomendado por motivações política. 

Em seus últimos artigos, diz o advogado, Ida vinha abordando episódios que, caso realmente tenham a ver com a morte do jornalista, põem em xeque a isenção da Polícia Civil para investigar o caso e dar uma resposta à sociedade. “Ele estava investigando alguma coisa relacionada ao governo do Estado”, afirma, mencionando a polêmica do rombo dos precatórios. 

A partir da reunião, Tavares anuncia a formulação de uma agenda para acompanhamento de todos os desdobramentos da morte. 

Desde sexta-feira, quando veio a público a notícia do assassinato, o delegado Antônio Carlos Garcia informou que não houve mais nenhum desdobramento das investigações além de depoimentos informais dados pela namorada de Auro e o ex-marido dela. Da mesma maneira o delegado afirma que ainda será ouvida Vânia, a amiga em comum de Auro e a namorada. O depoimento de Vânia poderá esclarecer algo sobre as relações que ele mantinha com mulheres do bairro, seguindo a tese da polícia de que o crime tenha sido encomendado por motivos passionais. 

CRIME – Na noite de quinta-feira, Ida estava no shopping Três Américas com a namorada, a estudante secundarista Bianca Naiara Corrêa de Souza, 19 anos, e o irmão dela. Depois que o jornalista levou ambos para casa, no bairro Jardim Fortaleza, o irmão de Bianca entrou pelo portão e deixou o casal conversando dentro do carro. Menos de cinco minutos depois, segundo relato de Bianca, surgiu um homem armado a bordo de uma bicicleta mandando-a sair do carro e não olhar para trás. Após Bianca obedecer e entrar correndo em casa, foram ouvidos seis disparos de arma de fogo – que atingiram o jornalista, dentro do carro, nas costas, na boca e na nuca. Em seguida, o criminoso fugiu com a bicicleta em direção a uma rua escura do bairro sem pistas. 

A polícia tem trabalhado com a possibilidade de que algum relacionamento mal resolvido de Auro tenha gerado intriga a ponto de alguém encomendar sua morte, mas as investigações ainda estão apenas começando. A polícia ouviu o ex-marido de Bianca, mas descartou qualquer relação dele com o crime.

FONTE: Diário de Cuiabá, edição de 24/07/2011

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