DISSÍDIO COLETIVO: Acordo define piso de R$ 1.500 e reajuste de 6,3%

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) obteve a definição do piso salarial para a categoria de R$ 1.500 e reajuste de 6,3% retroativo a 1º de maio. A decisão saiu após audiência na quarta-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), mediada pelo presidente em exercício do poder, desembargador federal Tarcísio Valente.

Perante a justiça do trabalho as empresas não apresentaram a dureza e inflexibilidade mostrada nas rodadas no Ministério do Trabalho, quando foram irredutíveis a aumentar o piso além de R$ 1.467. Há cláusulas sociais incluídas no acordo, que assim como o piso, se estendem até o dia 30 de abril do ano que vem. 

A TVCA foi a primeira a homologar o valor e apresentou a proposta de R$ 1.500 minutos antes da audiência. Além da transmissora da Globo Cuiabá, se manifestaram a favor do piso no julgamento o Grupo Gazeta, a TV Band/Grupo Cidade Verde, os jornais Folha do Estado e Circuito Mato Grosso (semanário) e o site Midianews. 

As retransmissoras do Grupo Zahran no interior também seguem o acordo, assim como o portal G1 Mato Grosso e a Rádio Centro América.  

A direção do jornal Diário de Cuiabá e o site Olhar Direto já sinalizaram favoráveis ao acordo após a audiência, mas ainda não assinaram o documento que define o piso e o reajuste. Por outro lado, todos os principais veículos da região metropolitana assinaram as cláusulas sociais da atual campanha salarial dos jornalistas, que incluem melhores condições de trabalho.

Embora não tenham participado das rodadas de negociação no Ministério do Trabalho e da audiência no TRT-MT, empresas de comunicação do interior também foram convocadas para as diferentes etapas de negociação. Estão nessa lista os jornais A Tribuna, TV Rondon e Site Primeira Hora, de Rondonópolis; TV Rede Record e Diário Regional, de Sinop. 

Outras empresas de mídia impressa e eletrônica que foram instigadas ou chamadas para a audiência de conciliação e dissídio coletivo no tribunal não compareceram. Os representantes ausentes dos patrões da mídia poderão assinar o acordo em nova audiência marcada para o dia 18 de agosto, às 9 horas, no TRT-MT.

Avaliação
O advogado do sindicato, Marcos Dantas, foi o responsável pelo processo de dissídio coletivo e de toda a orientação do processo. Ele expressou contentamento com o resultado, em que pese não existir organização patronal para facilitar as negociações. 

“O resultado obtido no TRT foi relevante para a categoria. Pois, mostra a atitude firme da diretoria do Sindicato dos Jornalistas, que vem travando uma luta intensa para regularização das relações de trabalho em Mato Grosso”.

O presidente do sindicato, jornalista Téo Meneses, mostrou que o acordo revela maturidade da categoria em negociar e melhor condição para a organização desempenhar seu trabalho. 

“Apesar de não ser o valor ideal, isso representa um avanço porque temos reajuste por 2 anos consecutivos. Além do mais, passada esta etapa, poderemos nos concentrar na fiscalização das condições de trabalho e combate ao atraso salarial”.

O julgamento no TRT-MT foi antecedido por três rodadas de negociação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT), em Cuiabá, em que se fechou as cláusulas sociais. 

Pela diretoria do Sindjor-MT, acompanharam também a audiência a tesoureira, Márcia Raquel, e os diretores Keka Werneck, Marcelo Parragas e Jonas da Silva.

FONTE: Sindjor-MT

Comentários

Anônimo disse…
Isso é que é ser de luta, galera!!!
Parabéns!!
Luana Soutos disse…
Isso é que é ser de luta, galera!!!
Parabéns!!

*Esqueci de colocar o nome no post anterior.
Ana Soares disse…
Isso aí minha gente, vamos lutar por melhorias de salário, melhores condições de trabalho e respeito a carga horária. Mais uma batalha vencida, parabéns a todos. Mas não vamos esquecer que a luta é constante...diária! Abraços
Sou do interior do estado, advogada trabalhista laboral e também jornalista, quero sugerir que o sindicato disponibilize no site os acordos coletivos e as empresas que firmaram os acordos para que não haja expectativa de direito por profissionais cujos salários não estão submetidos ao piso acordado.

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