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27 de jul de 2011

CASO AURO IDA: Após pressão da OAB e Sindjor, PF entra na investigação da morte de jornalista

A Polícia Federal entrou na apuração e investigação do assassinato do jornalista Auro Ida, ocorrido na quinta-feira passada (21), em Cuiabá. O serviço de Inteligência da PF atuará no caso.

A decisão se deve à pressão, protocolo de documentos e reuniões com autoridades realizadas desde o início da semana pela direção da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional estadual (OAB-MT) e do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). Uma das preocupações e argumentos centrais era a lentidão na apuração do caso devido à greve de escrivães e investigadores.

As duas entidades defendem outras linhas de investigação, como motivação do crime ligada à atividade profissional ou liberdade de expressão, além da tese do fator passional. 

O delegado da Polícia Federal Cesar Martinez reuniu-se na terça-feira (26) com o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, e acordou com ele a participação da instituição. 

O delegado Martinez deve tomar posse nos próximos dias como superintendente no Estado. Ele já atuou em Mato Grosso e Rondônia nos últimos anos. Em 1999, presidiu o inquérito sobre os mandantes do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, executado em Concepción, no Paraguai. 

O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Téo Meneses, diz que as duas organizações já têm como meta o monitoramento constante das investigações. 

“A participação da PF nas investigações é importante porque ela tem experiência na área de Inteligência, principalmente por causa da situação de greve na Polícia Civil”, comparou Téo. “Mas vamos aguardar as investigações para analisar se temos que desencadear outras medidas”. 

Para o presidente da OAB-MT, Cláudio Stábile, a greve da Polícia Civil prejudicaria as investigações. Ele entende a entrada da PF na apuração como atitude de bom senso. 

“O delegado César se reuniu com o secretário Curado e concluíram que o melhor procedimento é apuração e investigação do caso de modo conjunto”, disse Stábile ontem à noite em entrevista a jornalistas. 

Ele defendeu novamente uma investigação profunda sobre a execução do jornalista Auro Ida. O profissional foi morto quando deixava a namorada em casa, no bairro Jardim Fortaleza, na região sul de Cuiabá.

Missa
Amigos, familiares, lideranças políticas e entidades sociais acompanham nesta quarta-feira, às 19 horas a Missa de 7º Dia da morte do jornalista, na igreja Rosário e São Benedito, no centro de Cuiabá.

FONTE: Sindjor-MT

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