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8 de jul de 2011

AL responde Nota Pública do Sindjor que exige transparência nos gastos públicos

Reproduzimos a resposta da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na íntegra:

"Ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso,

Em relação à Nota Pública emitida pelo Sindicato dos Jornalistas, intitulada “Pela Transparência de gastos públicos com a mídia”, informamos que a Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem pautado sua atuação pelo princípio da transparência e da legalidade.

Ao longo dos anos, temos prestado todas as contas aos órgãos competentes que, de maneira séria e responsável, fazem seu trabalho e, em 2010, não foi diferente. No entanto, as informações veiculadas pela ONG Moral apresentam alguns erros, como a apresentação de dados duplicados que alteraram o valor final dos gastos do Parlamento com mídia. Em 2010, a Assembleia gastou R$ 10.587.985,83 de um total de R$ 10.587.987,44 empenhados, sendo esses valores brutos, que incluem pagamentos de produção de peças publicitárias, conforme a documentação enviada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Valor bem diferente do apresentado pela ONG e reproduzido pela Nota Pública do Sindjor. 

Por último, gostaria de expressar a nossa decepção ao constatar que o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso não cumpre uma premissa básica do Jornalismo, ensinada reiteradas vezes nos bancos das faculdades: a necessidade de se checar os dados, e de ouvir sempre os dois lados, antes de divulgar uma informação. Ao emitir a Nota Pública, o Sindjor/MT não cumpriu essa premissa básica e se afiançou em uma informação pautada de maneira unilateral. O que é lamentável.

Sem mais, reafirmamos que estamos sempre à disposição para esclarecer qualquer dúvida a respeito dessa e de outras questões.

Fábio Monteiro
Secretário de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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ESCLARECIMENTO
O Sindjor-MT ressalta que se manifestou diante de um assunto de interesse público, diretamente ligado à categoria que representa e amplamente divulgado pela ONG Moral, cumprindo o papel que se espera de um sindicato.

O objetivo da nota pública divulgada é claro: cobrar transparência em relação aos gastos públicos de todos os poderes constituídos, atitude que reiteraremos sempre que necessário. Além disso, se existe alguma divergência de informação a Assembleia deve se reportar à ONG Moral, que divulgou os dados. O Sindjor apenas se posicionou diante da discussão.

3 comentários:

Anônimo disse...

Quem que o secretario de comunicação da ALMT quer enganar? Tá certo ele tá no papel dele, mas os gastos da AL num tem explicação e esses ainda foram divulgados, tem alguma comprovação e os 'por fora' e os laranjas? são muito podres para se discutir. Há necessidade de transparencia sim!!!

Luana Soutos disse...

Lamentável é esse cara (que deve ser jornalista) querer defender/omitir/negar/justificar esse tipo de prática que todo mundo SABE que existe no país e MT segue direitinho o exemplo. Primeiro que a comunicação é totalmente parcial (vide a nota dele, dizendo que os dados divulgados estão equivocados... faz-me rir!); segundo que roubalheira de políticos é quase regra... agora esse discursinho pra cima de moi??? Eu não sou idiota e sei que eu que pago tudo isso ainda, pra promover esses caras que NÃO ME REPRESENTAM ***** NENHUMA! Pena que grande parte dos colegas de profissão se sujeite a esse tipo de coisa...

Keka Werneck disse...

A nota do Sindjor quer dizer que é preciso ter transparência no repasse de dinheiro público a empresas todas, incluise de comunicação. E é preciso ter uma lógica que justifique esses repasses, os valores, porque, conforme os dados divulgados pela ONG Moral, as quantias são muito altas. No entanto, na mesa de negociação o patronato alega não ter condições de remunerar dignamente os jornalistas. Muitas das empreas inclusive atrasam salário. Além disso, não entendi aquela parte ofensiva da contra-nota que diz que o Sindjor não cumpriu requisitos básicos do jornalismo. Nota não é matéria. Nota é um instrumento de opinião e esta nota especificamente se coloca, claramente, contra possíveis abusos, repasses excessivos, sem uma explicação coerente que deixe claro que a aplicação daquele dinheiro público em mídia é de interesse da sociedade. Só isso. Parabéns Sindjor! Não acho que é o caso da Assembleia Legislativa se ofender. Deveria ouvir o clamor do Sindjor e caminhar no sentido da moralização dos gastos público.