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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

1 de jun de 2011

Patrões da mídia querem piso de R$ 1.466, Sindjor defende R$ 1.580 e mediadora propõe R$ 1.550

Os patrões da mídia continuam irredutíveis em proporcionar qualquer ganho real além da inflação de 6,3% para o piso salarial dos jornalistas de Mato Grosso. O percentual de reajuste para a categoria e o piso salarial estão indefinidos.
A rodada foi interrompida por duas vezes nesta quarta-feira entre representantes de empresários e dos empregados para se tentar chegar a um consenso. O encontro na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-MT), em Cuiabá, durou duas horas.
O assessor jurídico do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), advogado Marcos Dantas, lembra o longo período sem acordo da categoria e a dificuldade do empresariado da mídia fazer concessões de ganhos para os trabalhadores. “A gente esbarra sempre nessa insensibilidade nata do empresário brasileiro, que é ter o lucro a qualquer custo, sendo necessária uma categoria mobilizada para fazer frente a essa postura”.
Após iniciar a pauta de reivindicação há um mês com a proposta de piso de R$ 1.900, e depois de duas rodadas, a direção do Sindjor-MT, cedeu para uma contraproposta de R$ 1.600 na primeira rodada na SRTE-MT na segunda-feira (30) e depois para R$ 1.580 nesta quarta-feira a fim de fechar um acordo. Entretanto, os empresários estão inflexíveis e mantém o limite de remuneração em R$ 1.466,94, correspondente à correção do índice oficial inflacionário.
Diante do quadro, a mediadora da mesa, auditora fiscal da superintendência, Marilete Mulinari Girardi, sugeriu um piso intermediário entre os extremos dos dois lados: R$ 1.550. Os representantes dos jornalistas reuniram, mas não deliberaram sobre a contraproposta e querem que os proprietários das empresas sejam consultados. A Diretoria Executiva e demais diretores na negociação defendem o piso de R$ 1.580.
“A rodada foi pouco produtiva por causa da indisposição das empresas em dialogar sobre o piso. Em todo momento, nos propomos ao diálogo e a rever muitas das questões postas”, avaliou o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Téo Meneses.
De concreto na segunda rodada de negociação da categoria, as partes conseguiram concluir todas as 40 cláusulas sociais para a categoria. Essas cláusulas são condições melhores de trabalho nas redações, como regulamentação de folgas e escalas, transporte noturno, alimentação em pautas, licenças e atuação de mães jornalistas, direitos autorais, entre outras.
Participaram da rodada na manhã desta quarta-feira (1/6) os representantes do Grupo Gazeta de Comunicação, TV Centro América (TVCA), Jornal Folha do Estado, Grupo Cidade Verde (SBT e Band FM), Jornal Diário de Cuiabá, Jornal Correio Várzea-Grandense.
Além do presidente do Sindjor-MT e o assessor jurídico, estão na mesa de negociação a secretária-geral Alcione dos Anjos, a tesoureira, Márcia Raquel, e os diretores Keka Werneck, Carlos Montandon, Jonas da Silva e o membro da Comissão Estadual de Ética, jornalista Anderson Pinho.
Caso seja acordado na mesa de negociação o piso, reajuste e cláusulas sociais, como folga, licenças e condições de trabalho, as garantias valem a partir do dia 1º de maio, data-base da categoria, e se estendem até o dia 30 de abril do ano que vem.
Fonte: Sindjor-MT

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