DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

8 de abr de 2011

Primeiras atividades do III Congresso dos Jornalistas de Mato Grosso são ricas em discussão; amanhã o evento continua com algumas alterações

Começou hoje o III Congresso Estadual dos Jornalistas de Mato Grosso. Durante a tarde foram realizadas as oficinas temáticas na Escola Superior do Tribunal de Contas do Estado. As atividades abordaram temas como assédio moral, gêneros, fotojornalismo e radiojornalismo.
A pesquisadora do Instituto Terra Viva, Rosa Maria, coordenou a oficina sobre Patriarcado, capitalismo, gênero e violência: um quadrinômio a ser desvelado. Inicialmente todos que participaram da atividade tiveram que responder sobre qual animal representa melhor as suas características. Cada participante recebeu um pedaço de biscuit para fazer uma mini-escultura deste animal e depois houve uma rodada de apresentação. Logo após, o debate ficou por conta dos efeitos da comunicação em torno das mulheres, Rosa Maria apresentou o projeto do Observatório da Mulher reforçando a importância de se criar um grupo de trabalho em Cuiabá. “Precisamos debater isso todos os dias não podemos ficar atrelados aos debates feitos pelo grande meios de comunicação” ressalta a pesquisadora do Instituto Terra Viva.
Na oficina sobre Assédio Moral, a advogada Tânia Faiad falou que essa prática, no ambiente de trabalho, pode ser descendente (de um chefe para com um colega em posição hierárquica inferior na empresa), mas também ascendente (de um subordinado para com o seu chefe), ou mesmo entre colegas em uma mesma condição hierárquica. Ela explicou que o que caracteriza uma situação de assédio moral, também chamado “patologia da solidão e do silêncio”, são situações repetitivas que constrangem ou denigrem a imagem de colegas de trabalho. Alguns dos motivos que levam a isso, segundo a advogada, é o destaque de alguma pessoa por competência, o que pode gerar sentimentos de inveja, ou demonstração de divergência de idéias dentro do ambiente de trabalho.
A segunda rodada de oficinas no III Congresso dos Jornalistas de MT começou com o tema sobre radiojornalismo. A jornalista Maria Góes apresentou uma linha do tempo sobre o rádio no mundo e no Brasil, além de debater as questões sobre rádios comunitárias. “Como está sendo feito o jornalismo pelas emissoras de rádio comercial e comunitária no estado de Mato Grosso?”, foi à pergunta central dentro da oficina já que existem mais de 101 rádios comerciais e mais de 80 emissoras comunitárias no Mato Grosso. No final da oficina o debate ficou por conta da participação das rádios pela internet “Hoje várias empresas estão utilizando a transmissão por rádio via internet, até empresas de calçados”, afirma Maria Góes.
O fotógrafo Mário Friedlander pontuou que a fotografia é um trabalho intelectual e que não indicar o autor da foto e sim da empresa em que trabalha é um crime. “Isso só pode acontecer se o fotógrafo exigir que a autoria não seja colocada, por questões como segurança ou outra que ele entenda”, disse. Mário conversou com os participantes sobre antropologia da fotografia que, segundo ele, é uma maneira politicamente engajada de fotografar. Depois disso, Mário mostrou e comentou as fotos que estão em exposição na Universidade Federal de Mato Grosso, sobre patrimônios imateriais de Mato Grosso, como a fé.
A noite, Beatriz Barbosa (Intervozes), José Carlos Torves e Sônia Zaramella falaram sobre o tema do evento: “A notícia, o comunicador e a sociedade contemporânea”. O debate, que rendeu boas discussões, será trabalhado com mais detalhes nos próximos textos.
Amanhã as atividades continuam com algumas alterações:
- Às 8h, palestra organizada pelos blogueiros.
- 9h, atividade organizada pelos blogueiros.
- 10h, palestra com a blogueira Geórgia Pinheiro.
- 11h, entrevista coletiva com os palestrantes.
- 12h, almoço.

Nenhum comentário: