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3 de mar de 2011

Menos radical, mais feliz


Por *Rose Domingues


Não há nada pior para o fígado do que a indiferença saltitante de alguém que amamos. Sabe, é terrível quando alguém que gostaríamos que nos desse mais atenção, mais valor, que nos oferecesse algo a mais, simplesmente não está nem aí para nós ou para nossos sentimentos e necessidades. Quem nunca experimentou aquela vontade louca de ‘deletar’ essa pessoa da vida, como se o sentimento desaparecesse em um passe de mágica? Já fiz isso em alguns momentos. Sinceramente, não adiantou muito. Pior. Eu fiz uma declaração óbvia: você é tão importante que eu me incomodei o suficiente com você para tentar deletá-lo ou deletá-la. O 'ódio', a falta de educação e gentileza nunca foram, nem jamais serão o contrário do amor. Hoje, após 32 anos bem vividos, percebo claramente que quando alguém não ama a outra pessoa na mesma intensidade simplesmente não se incomoda. É assim que é a vida. E a indiferença dói muito mais. Mas eu acho justo quem tenta desviar a rota usando de caminhos extremos, radicais, ortodoxos. Faz parte do aprendizado do sentir e do interagir com os demais seres humanos.
Estou aprendendo a controlar meus impulsos e simplesmente aceitar as pessoas e as situações como são. Isso se chama flexibilidade, que é irmã mais nova da maturidade, que é companheira inseparável da fraternidade e sem ela a paz na Terra não poderá ser construída. Ao invés de ‘deletar’ ou ‘bloquear’ pessoas da minha vida. De tentar jogar sentimentos na lata de lixo imaginária, reagindo abruptamente e radicalmente. Bom, tenho ponderado muito ultimamente. Eu sempre fui assim. E não deu certo. O lixo continuava lá. O peito se mantinha apertado e repleto de cicatrizes. O pessimismo tomava conta porque enxergava a vida e os relacionamentos como algo que poderiam sempre me machucar. As pessoas, a qualquer momento, poderiam me rejeitar. Só que eu mesma acabava me rejeitando muitas vezes, não confiando em mim e em Deus. Ao me libertar deste padrão de comportamento negativo e instintivo estou aprendendo a deixar meus sentimentos seguirem o fluxo do amor universal. De um amor desapegado, flexível, que deixa o ser humano ser quem conseguir ser.
Não, não é fácil. É uma luta contra mim mesma, porém acredito que bons frutos virão deste meu empenho: eu já me sinto alguém melhor. Alguém que não exclui, que julga menos, que ama mais e se valoriza. Alguém que aprecia o que há de melhor nas pessoas. Alguém aberta às amizades, ao que de melhor podem me oferecer. Alguém que quer evitar a todo custo às más conversações, os maus pensamentos de qualquer natureza. Alguém que quer meditar e entrar em contato com seu ‘eu’ verdadeiro. Alguém que está trabalhando o perdão todos os dias com tudo e todos. Alguém que olha para si mesma e pensa: por que alguém haveria de me excluir da sua vida? Não, eu não vejo motivo para isso, a não ser uma completa e insana ignorância. De qualquer modo, esta pessoa não está bem porque agiu no sentido contrário à lei do amor.
Senhor Deus, eu peço muita luz e paz aos corações da humanidade que ao invés de excluir que inclua; que ao invés de julgar, perdoe; que ao invés de sentir desejo, manifeste o amor fraternal, sobrepondo o espírito à matéria grosseira e animal; que ao invés de reclamar, prefira empreender e transformar a própria realidade, inicialmente interior; que mesmo na dor, coloque-se diante do Pai celestial como seu servo para o exercício do amor e da doação, pois entende que amor compartilhado significa felicidade, significa o paraíso na Terra. Nada é mais bonito do que sentir dentro de si vibrando as palavras de Jesus e perceber que obteve acesso ao princípio da verdade, sem fanatismo, sem preconceitos, sem pressa. A paciência é parceira indoncidional do amor e é a partir dela que caminharemos por esta estrada estreita e repleta de desafios dando um passo de cada vez e não ignorando nenhum dos caminhantes que por nós passar. Todos são filhos de Deus e merecem o melhor de nós. Lembrando que sempre fica um perfume suave nas mãos que oferecem rosas...

Bom dia. Muitas paz e luz aos nossos corações e mentes :-)


*Rose Domingues, jornalista, espírita aberta às demais religiões e conhecimentos, uma caminhante filha de Deus

Um comentário:

Deivison disse...

Essa é a essência que todo o ser humano deve procurar para si, a ruptura com todo os tipos de pensamentos arcaicos, para que se possa ser feliz em uma sociedade com tantas desigualdades e problemas. Respeitar as ideologias, para que possa viver em paz com todos.