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4 de mar de 2011

Fotos aéreas do Pantanal


















Izan Petterle - 02/03/2011



Depois de um longo período sem novidades em relação as minhas atividades fotográficas, apresento um trabalho de fotos aéreas feito recentemente em cima do município de Barão de Melgaço, Pantanal de Mato Grosso. Fazia muito tempo que eu planejava um sobrevoo a essa extraordinária região, lar das baías de Chacororé e Siá Mariana, local único, onde as montanhas originárias da Chapada dos Guimarães, encontram as planícies inundadas do Pantanal. Meu voo foi com o comandante Índio do Brasil, esse é o seu nome mesmo, ele é proprietário de um avião Regente, próprio para fotos aéreas, asa alta, com janelas que abrem e que foi comprado em um leilão da FAB. Índio é um dos melhores pilotos nessa especialidade, ele tem muita experiência de voo, sobrevoando garimpos, aldeias indígenas, muitas vezes sob as piores condições possíveis de clima.


Quando acertamos o voo, pelo telefone, era temporada das chuvas, mas ele me tranquilizou. "Pode ficar tranquilo, nas muitas vezes em que caí, ninguém nunca se machucou." Dei risada e falei: "tudo bem, se o avião cair, sigo voando!" Durante mais de 3 semanas esperei pacientemente por condições metereológicas favoráveis. Num domingo, após uma noite e manhã tempestuosas, na parte da tarde, abriu um céu azul, ainda tinha nuvens pesadas no horizonte. Pressenti que seria um dia especial, então liguei imediatamente para o Índio e disse que desejava voar naquele dia ao entardecer, ele topou na hora. Saímos de um aeródromo, localizado na distrito industrial de Cuiabá, a Estância Santa Rita, rumo ao Pantanal.


O sol caía no horizonte na hora em que sobrevoávamos as lagoas ao lado do Rio Cuiabá. De um momento para outro, a atmosfera mudou, simplesmente se armou uma situação de luz e de acontecimentos naturais raros de se ver. A natureza resolveu revelar-se de uma maneira indescritível, a luz dourada iluminava uma paisagem de montanhas com muita água ao redor, arco-íris e nuvens de tempestade emolduravam o cenário ao fundo, tudo junto, na mesma hora e ao mesmo tempo. Hoje, meditando a respeito de tudo o que aconteceu, dou-me conta que essas imagens são o resultado de uma espera que começou há exatos 30 anos, primeira vez que conheci Mato Grosso. É o trabalho de uma vida.

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