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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

26 de out de 2010

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Mediante notícias publicadas em veículos de comunicação de Cuiabá, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público esclarecer que:

1- O esboço do pré-projeto de lei encaminhado à direção do Sindjor-MT pelo gabinete do deputado estadual Mauro Savi (PR-MT) propõe a criação de um Conselho Estadual de Comunicação.

2- A sugestão de esboçar esse pré-projeto foi levada ao Sindjor-MT no dia 29 de setembro, à noite, pela assessoria jurídica do gabinete do deputado, então na disputa eleitoral, em conversa pré-agendada publicamente pela entidade com todos os candidatos e candidatas que quisessem dialogar com a categoria. A sugestão foi apresentada como uma das formas de respaldar a criação de uma carreira de Gestor de Comunicação no âmbito do Governo do Estado, que é um dos anseios da categoria. Nesta conversa aberta, o Sindicato buscava apoio parlamentar para as lutas da classe. Na ocasião, esteve presente também o então candidato a deputado estadual Lúdio Cabral (PT-MT).

3- O pré-projeto ainda não foi debatido pela categoria e o gabinete do deputado Mauro Savi, agora reeleito, ficou de aguardar as sugestões do Sindjor-MT para finalizar a proposta de Conselho.

4- O Conselho Estadual de Comunicação é pauta aprovada na I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em Brasília, em dezembro de 2009, convocada pela presidente Lula. Pela primeira vez na história, o país debateu sobre a mídia não só com comunicadores, mas toda a sociedade civil ali representada, assim como representantes do Governo e do empresariado, que inclusive também aprovou muitas de suas pautas.

5- Um conselho de comunicação, seja ele estadual ou municipal, tem a função de acompanhar a programação de TVs e rádios, que são concessões públicas, portanto, devem atender as regras postas na Constituição Federal, o que nem sempre é observado. Quanto aos jornais, que são empresas privadas, esses podem e devem se orientar por reflexões e decisões de conselhos, caso estejam sensíveis a perceber que têm uma responsabilidade social.

6- Quanto aos empresários de comunicação, que têm usado de seus grandes meios para condenar tais conselhos, dizendo que isso é censura prévia, o Sindjor-MT informa que não é verídico. Aposta ainda que a censura à imprensa nos dias atuais lamentavelmente ocorre sim pela força do poder político, do atrelamento com os governos, do capital publicitário, tudo isso pela manutenção do status quo burguês.

7- O Sindjor-MT defende, inclusive sendo signatário do Fórum Estadual pela Democratização dos Meios de Comunicação (FEDC), que a imprensa seja livre, porém responsável, que não cometa impune os crimes de crime da calúnia, difamação e injúria, que seja popular, ou seja, ouça os anseios de todo o povo e não apenas de uma parte dele, e que cumpra com a tarefa de intervir na sociedade, para que todos nós tenhamos um lugar melhor para viver, mais justo e de fato democrático.

A DIREÇÃO

9 comentários:

Anônimo disse...

“A sugestão foi apresentada como uma das formas de respaldar a criação de uma carreira de Gestor de Comunicação no âmbito do Governo do Estado, que é um dos anseios da categoria.”

Traduzindo: a sugestão foi apresentada no intuito de nos dar uma bela boquinha, pela qual esperamos ansiosamente

“O Conselho Estadual de Comunicação é pauta aprovada na I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em Brasília, em dezembro de 2009, convocada pela presidente Lula.”

Grande merda: ainda que convocadas pelo presidente, conferências não tem caráter deliberativo. Portanto, o que dela sair como pauta pode ser um primor como pode ser o cerceamento da liberdade de imprensa que vocês propõem

“TVs e rádios, que são concessões públicas, portanto, devem atender as regras postas na Constituição Federal, o que nem sempre é observado.”

E cercear a liberdade de imprensa, sob o pretexto de que as concessões de rádio e TV são públicas, é observar a constituição????

Só no Brasil mesmo pra ter jornalista que quer tirar se si mesmo o direito de produzir. Se vocês não querem mais trabalhar como jornalistas, abandonem a carreira e vão fazer outra coisa.

Anônimo disse...

Eu sempre fui a favor da formação de um Conselho, porém, nos moldes dos ja existentes, como os CFs (Conselhos Federais) seguidos dos CRs (Conselhos Regionais), como: CRM, CRF, CRA, Crea e assim por diante, que são administrados pelas respectivas categorias com a formação de diretoria ou colegiado e, jamais como no modelo abaixo,com a participação do poder público, segundo a matéria publicada no Jornal A Gazeta, edição do dia 26 de outubro do corrente ano.

"A formação se daria por 20 membros, 10 representantes de entidades da sociedade civil e mais 10 do poder público, dois da Secretaria Estadual de Comunicação, um da Secretaria Estadual de Cultura, um da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, um da Secretaria Estadual de Educação, da Imprensa Oficial do Estado, da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e dois deputados estaduais".

Jota Passarinho
jornalista em Cuiabá/DRT-MT/1295

Anônimo disse...

...que a imprensa seja livre, porém responsável, que não cometa, impune, os crimes de calúnia, difamação e injúria...

"Concordo pleamente e acho que programas de baixaria,de xingamentos e desrespeito às pessoas e instituições, como acontece todos os dias, e que, alias tem feito 'sucesso' e que serviu de trampolim político, precisam mesmo acabar. Porém, não é um conselho com essas características que vai resolver o problema, pra isso existe a Justiça, os Códigos Civil e Penal e quem se sentir caluniado, difamado ou de alguma outra forma prejudicado, que acione a justiça, como tantos casos que todos nós sabemos". Essa iniciativa do Governo Federal, é só o primeiro passo para promover a anarquia, baderna que vem ocorrendo na Venezuela, Argentina entre outros.

Jota Passarinho disse...

...que a imprensa seja livre, porém responsável, que não cometa, impune, os crimes de calúnia, difamação e injúria...

"Concordo plenamente e acho que programas de baixaria, de xingamentos e desrespeito às pessoas e instituições, como acontece todos os dias, e que, alias tem feito 'sucesso', e que serviu de trampolim político para muitos maus caráter chegar ao poder, precisam mesmo acabar. Porém, não é um conselho com essas características que vai resolver o problema, pra isso existe a Justiça, os Códigos Civil e Penal e quem se sentir caluniado, difamado ou de alguma outra forma prejudicado, que acione a justiça, como tantos casos que todos nós sabemos". Essa iniciativa do Governo Federal, é só o primeiro passo para promover a anarquia, baderna que vem ocorrendo na Venezuela, Argentina entre outros.
Volto a repetir, a formação de Conselhos como os já existentes; CRM, CRF e etc, administrado por uma diretoria ou colegiado da categoria, seria muito mais eficaz no combate aos maus profissionais. Pense nisso. Jota Passarinho

Rose Domingues disse...

Gostaria que o ilustre cavalheiro ou a ilustre dama que postou o primeiro comentário se identificasse. É muito fácil criticar anonimamente. Se você não concorda com a maneira como o Sindicato conduz as discussões e pautas por que nunca aparece nas reuniões? Por que você mesmo não conduz o Sindicato? Ah, já sei, é mais fácil criticar, apontar o dedo, dizer 'grande merda'...As eleições para a nova diretoria estão aí, aproveite ILUSTRE e se candidate! Eu vou votar em você! Meninas da diretoria, obrigada por toda luta que vocês desenvolveram pela nossa categoria, vocês são maravilhosas, obrigada mesmo. Bem ou mal vocês tiraram a bunda do sofá das suas casas para fazer alguma coisa em prol de todos nós.

Rose Domingues disse...

Voltando ao conselho. Se a maioria das profissões têm um conselho por que não os jornalistas? Já trabalhaei como repórter, hoje, estou no ofício de editora. O cerceamento da imprensa já existe sob a forma econômica e política. Só pessoas de fora têm a visão 'angelical' de imaginar que o pobre coitado do jornalista que mtas vezes passa fome (o Diário de Cuiabá por ex nunca paga salário) vai ser aquele herói a publicar matérias sensacionais, investigativas, que denunciam e mudam a sociedade. Eu tinha essa maneira de pensar qdo saí da faculdade. Apenas as denúncias conveniente aos patrões são publicadas! Eu? Ah, bom, como jornalista, bem que eu gostaria de 'uma boquinha' por aí, pois é muito difícil trabalhar taaaaanto e ganhar tãaaao pouco. Se alguém souber de uma boquinha me avisa!!!! Por favor!!!!!

Rose Domingues disse...

Eu fico aqui batendo a cabeça. Por que na imprensa mato-grossense não sai nada praticamente sobre a situação do deputado José Riva ou matérias realmente sérias e críticas sobre todos os bandidos de colarinho branco (que fincanciam os jornais. Essa mesma imprensa que torce e pinga sangue, ao contrário, tem interesse de falar mal do Sindicato? Puxa, vida, que engraçado não é????
Sim, eu já pensei em abandonar a profissão. Por meses e meses, anos e anos (e olha q só tenho 10 anos de profissão) pensei em fazer outra coisa. Eu me acho inteligente, ambiciosa, esforçada, uma boa funcionária. Sim, eu poderia passar em um concurso para juíza ou promotora, ganhar mais de R$ 20 mil/ mês...eu acho que poderia ser qualquer coisa, poderia ser valorizada, poderia sair de férias por 3 meses, viajar pelo mundo, enfim, eu poderia ter outra vida. Eu penso muito nisso. Mas eu amo ser jornalista. E mesmo ganhando pouco e vendo tudo errado acontecer nos meios de comunicação do país continuo acreditando que vale a pena continuar. Talvez eu esteja errada. Mas escrever, falar com pessoas e contar histórias é tudo que eu mais amo nessa vida. Entendo que não levarei nenhum título, nem bem material daqui para a outra vida...acredito que minha escolha de dar minha contribuição à sociedade a partir do meu trabalho e da minha arte (porque escrever é uma arte, para mim) é tudo de mais belo que posso plantar. É minha sementinha de amor e paz. Com a cota exigida de sacrifício, óbvio. Porque não é fácil fazer matéria paga.

Everaldo Galdino disse...

Concordo plenamente com a opinião da colega Rose Domingues! É uma profissional que tenho maior respeito. Fui estagiário no jornal A Gazeta, onde ela trabalhava e sei muito bem do seu empenho como trabalhadora e da pessoa que é. Admiro sua coragem de se expressar publicamente, pois é uma atitude pouca valorizada que nem mesmo os colegas da categoria fazem por nós. Sinto-me envergonhado de certos colegas da mídia mato-grossense que não dão importância aos assuntos sobre a comunicação em MT. Parabenizo os poucos membros da atual gestão
que ainda estão na luta, mesmo com suas bundas e todo o resto do corpo, principalmente as cabeças, que considero preciosas e estão presentes nas ações do Sindjor-MT,que também,
precisa de outras bundas e restos de corpos de outros jornalistas para lutar. Então, convido caros colegas para virem ao Sindjor-MT e se expressarem de suas ideias, opiniões, críticas, etc. Ah! Até amanhã (29.10) é o último dia
para fazer inscrições para renovação de chapas para eleição da nova diretoria e comissão de ética. Pelo menos divulguem isso em seus locais de trabalho!!!

Alcione disse...
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