DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

12 de fev de 2010

NOTA DE DESAGRAVO E ESCLARECIMENTO

Pela reposição da verdade quanto ao curso de Formação Política do Sindicato dos
Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) realizado em 6/2 e 7/2 e quanto ao
debate com o procurador Pedro Taques.
A sra. Adriana Vandoni publicou em seu
blog, em 8/2/2010, um texto de sua autoria, em que ataca a jornalista Keka
Werneck, presidente do Sindjor-MT, e tece diversos comentários depreciativos
sobre o curso promovido, na véspera, pelo Sindicato.
Com o presente texto, a
diretoria do Sindjor-MT procura repor a verdade dos fatos:

1) Pedro Taques, procurador da República em São Paulo, foi um dos convidados pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) para compor mesa no Curso de Formação Política e Sindical, organizado pela entidade sem nenhum dinheiro. Este foi mais um esforço do Sindjor-MT para criar espaços de reflexão sobre a mídia e os problemas que os trabalhadores da imprensa enfrentam no dia a dia, já que na correria da construção da notícia quase não há tempo de parar para pensar. O curso cumpriu seu papel no último final de semana, 6 e 7 de fevereiro, sábado e domingo. Gente muito diversa esteve lá, conversando, dialogando, eventualmente divergindo de maneira civilizada, elevando o nível de consciência sobre as dinâmicas que regem nossa vida.
Quem esteve lá viu, participou, saiu diferente, mais feliz até. Na saída, havia gente sorrindo, querendo mais cursos como este, entendendo a força que cada um de nós tem. Como nos dois anos da gestão anterior, a direção do Sindjor-MT resolveu manter o curso gratuito e aberto, para que qualquer um, jornalista (diplomado ou não), ou qualquer outra pessoa pudesse entrar nessa conversa, se sentir em casa, opinar, trazer novos elementos. É fato que a comunicação é um tema transversal. Todo mundo deve se interessar por ela.
A plenária falou bastante, se envolveu, questionou, indicou caminhos. A sra. Adriana Vandoni também esteve lá, embora só no domingo de manhã. Mas não debateu. Apenas assistiu à palestra de Taques e foi embora. Entrou muda, saiu calada.
2) Em 8/2, ela postou artigo em seu blog. Nesse artigo afirma, sobre a palestra de Taques, que “como todos sabem, não sou jornalista diplomada, logo, não participo dos encontros e palestrara [sic] do sindicato”.
Porém, sabia a sra. Vandoni que o curso era totalmente aberto e gratuito, portanto, ela poderia comparecer, como todos e todas que o desejassem. Totalmente aberto e gratuito! Independentemente do convite de qualquer pessoa, poderia ter ido, poderia ter participado de viva voz e se colocado no debate, defendendo suas opiniões, o que seria legítimo. Mas não o fez. Preferiu o ataque virtual, sem dar direito ao contraditório.
Sobre o questionamento da presidente ao procurador Taques ela diz:
“Taques fez uma fala lúcida, clara e didática, para uma resumidíssima platéia. Ao final vieram as perguntas e a parte mais, digamos, reveladora. A presidente do sindicato, Keka Werneck:
- Antes só queria fazer uma ressalva, Chávez (sic) não fechou os canais de TV, ele apenas não renovou a concessão. Acontece que o que nós sabemos aqui é apenas o que a “grande mídia”, os “jornalões”, querem nos passar. Eu não conheço a Venezuela, mas não acredito nas notícias.”
A sra. Vandoni propositalmente resumiu a fala da presidente. O que ela procurou explicar à plenária é que o presidente venezuelano, Hugo Chavez, não fechou a RCTV, mas sim deixou de renovar a concessão, e que isso é um direito e uma prerrogativa do poder público. Não custa lembrar que o uso do espectro eletromagnético para emissão de sinais de TV e rádio é feito mediante concessões públicas, na maior parte dos países. Ou seja, o Estado autoriza terceiros a explorarem o serviço, exigindo em troca determinados compromissos com a qualidade e a finalidade social.
3) A sra. Vandoni ironizou:
“Hummm…. Que interessante ver a presidente do sindicato que tanto diz lutar pelos direitos dos jornalistas com diploma, achar o cerceamento da liberdade dos jornalistas venezuelanos, normal.”
É preciso dizer em primeiro lugar que o Sindjor-MT defende todos os jornalistas profissionais, sejam eles diplomados ou não. Mas o Sindjor-MT postula, sim, a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, por entender que a sociedade brasileira merece um jornalismo de alta qualidade.
A ação judicial contra o diploma foi impulsionada pelo sindicato patronal da radiodifusão de São Paulo, que representa os mais poderosos meios de comunicação do país. Os grandes empresários que protestam contra o diploma em nome da liberdade de expressão são os mesmos que no dia a dia do jornalismo a inviabilizam, mandando engavetar matérias, cortar textos, desvirtuar os fatos e, pior, omiti-los.
Um procurador do Ministério Público Federal de São Paulo acatou a tese dos patrões e o mesmo fez o Supremo Tribunal Federal (STF), ao cassar a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. Porém, diversos projetos de emenda à Constituição Federal tramitam neste momento no Congresso, com a finalidade de restabelecer a exigência do diploma.
O procurador Pedro Taques tem posição contrária à obrigatoriedade do diploma de jornalista. Ele disse isso no curso. Ninguém o vaiou ou impediu que ele desse sua opinião. Como já dito, o curso foi de alto nível.
4) Sobre a discordância do procurador Taques relativamente à não renovação da concessão da RCTV (Venezuela), é preciso reafirmar que existe uma diferença flagrante entre concessão e renovação. Se a empresa não cumpriu as normas da concessão, desrespeitou-as, por que renovar a concessão? Se houvesse fiscalização no Brasil, quantas emissoras permaneceriam em funcionamento? Sabemos que há emissoras de rádio nas mãos de políticos, terceirização de canais, sublocação da grade de programação, e, no entanto, tudo isso é proibido.
Sobre isso, a sra. Vandoni comentou o seguinte:
“Assim, gente, normal desse jeitinho, a jornalista estava defendendo o legítimo direito de cassar concessões opositoras e invocando para isso, a decisão da maioria.”
Não é verdade! A defesa feita é para que os concessionários de televisões e rádios cumpram as parcas leis que existem na regulação do setor e que novas leis, mais eficientes, sejam aprovadas, no sentido de garantir a qualidade da programação, para que nossos filhos não fiquem à mercê de conteúdos de baixa qualidade, em alguns casos verdadeiro “lixo cultural”, hoje disseminado como se isso fosse normal e sadio, sem questionamento algum.
Disse também a sra. Vandoni:
“Eu pessoalmente, fiquei muito preocupada com Keka. Fiquei imaginando ela formar toda sua opinião apenas na leitura diária do Globo, Estadão, Veja, e todos os outros considerados “jornalões da grande mídia”, que podem até servir de base para notícias, mas há muito tempo não servem para formar opinião, pelo menos a minha. Conclui [sic] que a presidente do sindicato dos jornalistas ainda não entrou na era digital, dos avanços tecnológicos que possibilitaram o aparecimento de blogs, de redes sociais de relacionamento, onde o próprio cidadão coloca sua opinião, expressa suas aflições e desesperos, como no caso das atrocidades cometidas no Irã, as perseguições na Venezuela ou o terror vivido pelos haitianos, tudo narrado em tempo real através do twitter e pelo cidadão comum”.
A blogueira está mal informada. Indicamos à sra. Vandoni que passe a visitar os seguintes sites e blogs: “Vi o Mundo”, do jornalista Luis Carlos Azenha; “Conversa Afiada”, de Paulo Henrique Amorim; “Vermelho”, do PCdoB; Carta Maior, Observatório da Imprensa, Blog do Miro, além também dos que são locais: Pagina do E, RDNews, Olhar Direto, Midia News, PNB on Line, Super site Good. Também leia dos seguintes jornais: A Gazeta, Diário de Cuiabá e Folha do Estado, além do Brasil de Fato, Folha de S.Paulo, Correio Braziliense, o Estadão. Leia tudo isso e encontre neles o contraditório da vida política deste país e de onde vivemos.
5) Não é a primeira vez que a sra. Vandoni faz considerações depreciativas sobre esta gestão do Sindjor-MT. Criticar livremente e opinar são direitos de qualquer pessoa e seu exercício deve ser estimulado. Difamar e caluniar, porém, são crimes previstos em lei. Da primeira vez em que ela atacou o Sindjor-MT, em artigo intitulado “Sobre a liberdade de expressão”, insinuou que, em troca de “um terreninho”, a direção da entidade prostituiu-se: “refestelam o rabo tal qual uma cadela no cio”, disse ela em sua linguagem chula (o artigo está disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ e foi retirado de seu blog, onde havia sido postado). Isso porque o Sindjor-MT solicitou ao Estado a cessão de um terreno para sua sede, processo que se deu abertamente e por se entender que o Estado pode e deve ceder espaços para que os coletivos se organizem. Agora, novamente, a blogueira em questão volta a incorrer no mesmo tipo de “literatura”, distorcendo fatos, distribuindo ironias, espalhando ofensas. E ainda se julga... jornalista! Ao agir assim, nem se dá conta de que só faz comprovar o acerto da concepção defendida por nós, de que jornalismo exige seriedade, profissionalismo e compromisso público com a verdade.
É importante considerar ainda que, abaixo do artigo em questão em que a presidente é citada, todos podem ler alguns comentários ofensivos, que ela postou no blog sem o menor problema, como se não fosse também responsável por eles ao publicá-los. Um leitor que se denomina apenas Chacon comenta assim: “Me desculpe, mas Keka é nome de cachorra”. Outro (o.magu.sp) diz assim: “Também, com esse nome, falta pouco para ‘cueca’, de péssima memória…”. E outro (beht volky) ainda diz: “esta keka-panqueca... não passa de uma sindicalista paga pelo pt e pela kgb.esta gente quer implantar o regime soviético-bolivariano tupiniquim aqui... ninguém notou ????”
Paga pelo PT? KGB? Ela tem como provar isso? E então, não cabe processo por calúnia, injúria e difamação? Ou a mídia deve ser livre até para mentir, sem quaisquer limites mesmo que fira o direito e a dignidade alheios? Esse tipo de baixaria contribui para nosso avanço ou retrocesso enquanto nação?

A DIRETORIA

Um comentário:

João Darque disse...

Olá tudo bem? Meu nome é João Darque Estevez de Moraes, sou músico e jornalista prático, tenho experiência
com público geral, adoro microfones e filmadoras, pois trabalhei com shows durante 20 anos, tenho 40 anos e muito desejo de
trabalhar como repórter nas TVs de Cuiabá, ou seja, nas TVs de Mato Grosso.
Clica nos links abaixo, e assista os vídeos que elaborei como teste.

http://www.youtube.com/watch?v=MpS_OLUHl3w

http://www.youtube.com/watch?v=TMfrfZYRLsw

E-mails:
moraesestevez@hotmail.com
terapeutajoaodarque@gmail.com

Fones:
(65)9608-5088/8151-3125