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3 de nov de 2008

Gincana social - Alunos da periferia vão escrever a própria história

Estudantes de três escolas do bairro Jardim Vitória, periferia de Cuiabá, começam nesta segunda-feira (3), a escrever a própria história. Eles vão contar, em um concurso de redação, quem são, o que pensam, do que gostam e como vivem. A redação é apenas uma das provas de uma gincana muito especial articulada em parceria entre o Movimento Favelativa, Movimento Jornalistas na Favela (MJF), ligado ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e Movimento Panamby, de estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).


DJ taba, do Favelativa, desejo de deixar herança cultural

As ecolas contempladas são EM Dejane Ribeiro, EM Sinhorinha Alves e Fundação Bradesco.






A jornalista e escritora Neusa Baptista, autora do livro "Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar", dá início na segunda, das 7h30 às 11h30, a uma rodada de oficinas que vão ajudar os alunos a refletir sobre a questão da identidade, para que depois possam escrever sobre si mesmos nas redações. Neusa vai falar sobre o livro dela, que retrata três meninas percebendo que têm cabelo afro e, a partir dessa percepção, se aceitando como são, e não como querem que sejam. Racismo é um dos temas que Neusa vai abordar na oficina.









Racismo é um dos assuntos abordados por Neusa, em bate-papo sobre a história dela. Crianças percebem que também têm uma história própria...





Na terça-feira (4), a jornalista Keka Werneck dará a oficina "Eu sou o que penso e o que gosto", em que buscará mostrar para os alunos que eles têm identidade e escolha própria. Que podem gostar mais de natureza ou de filmes, que podem gostar mais do azul do que do amarelo, e por conta disso vão construindo a própria identidade.


Na quarta-feira (5), o estudante de filosofia da UFMT, João Pé de Feijão, fará com os alunos uma oficina sensorial, para eles perceberem o espaço onde vivem e possam sentir esse espaço, através dos cheiros, do que vêem, do que tocam e como guardam essas vivências diárias na memória e vão acumulando vivências.


Após essas oficinas, os alunos terão até o dia 14 para entregar uma redação que será avaliada pelos jornalistas Neusa Baptista e Lorenzo Falcão, pela professora de Letras Luciana Xavier, pela representante do Favelativa, Adriani Sampaio, e por Priscila Xavier, do Observatório de Pesquisas, do Movimento Panamby e mestre em História. O prêmio para o autor da melhor redação será um computador. Outros participantes irão ganhar brinquedos e livros.


Ainda dentro da gincana, no dia 8 será dada aos alunos a oficina "Relógio do Sol", de construção de relógios feitos com material reciclável.No dia 12, João irá voltar ao bairro para ajudar as crianças no fechamento dos textos. No dia 15, a oficina será de malabares. As outras provas da gincana serão de futebol, basquete e dança de rua, em que as próprias escolas formarão seus times.


Uma das provas mais legais é a de coleta de material reciclável, para começar a construir na mente das crianças a necessidade do reaproveitamento, em todas as sociedades, e mais ainda nas empobrecidas.


No dia 29, será o fechamento da gincana, com a contagem de pontos e o anúncio da mehor redação.


Do início da gincana até o dia 29, os alunos irão votar e indicar qual serviço básico é o que está sendo prestado com mais precariedade no bairro. E também completarão à seguinte frase: Eu gosto do meu bairro porque...


Essa mesma parceria que viabiliza agora a gincana já está articulando também outras oficinas como a de presépios e de teatro.

Todas as atividades são gratuitas. Mais informações: 9253-4336 (Taba) ou 9922-9445 (Keka).

Um comentário:

Rose Domingues disse...

Neusinha, parabéns pelo seu trabalho! Continue brilhando sempre, com seu talento, criatividade e ousadia. Bjoooos, Rose.