DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

7 de out de 2008

Movimento Jornalistas na Favela avança


Dia 1 de outubro, última quarta-feira, o Sindjor e o projeto Favelativa fizeram a primeira reunião para por em prática a idéia de jornalistas fazerem trabalho social em Cuiabá. Essa idéia surge dentro do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). A reunião foi à noite, na sede do Favelativa, no bairro Jardim Vitória, periferia de Cuiabá. Estiveram presentes as jornalistas Keka Werneck e Neusa Baptista. E a estudante de jornalismo Inara Ferreira. Além da militante política Lígia Viana. E do DJ Taba, liderança do Favelativa. A jornalista Laura Lucena justificou ausência.

Na reunião ficou definido que o trabalho, a princípio, será realizado assim: Durante o mês de novembro haverá uma gincana das turmas de 4ª a 6ª séries das três escolas que têm no bairro. E esse será um momento de mobilização. A Neusa, que é autora do livro "Cabelo Ruim", fará palestras para as crianças, sobre identidade. No dia seguinte, Keka fará uma oficina para que as crianças escrevam a própria história. Após a gincana, o andamento a longo prazo do projeto será assim a princípio: haverá atividades todos os sábados à tarde, para a criançada. Ainda não ajustamos a faixa etária. DJ Taba ficou de ver isso, e de ver também um espaço na Escola Estadual Dione Augusta, que fica ao lada da sede da Favelativa. Cada jornalista ficará responsável por um sábado do mês. E os outros integrantes do movimento darão uma força, quando puderem. Por exemplo, Keka é responsável pelo primeiro sábado do mês, Neusa pelo segundo e assim sucessivamente. Essa agenda ainda não ficou consolidada. No sábado da Keka, os outros integrantes do movimento, se quiserem e puderem, podem comparecer para dar uma força na organização da criançada. Inara, que faz teatro, vai tentar mobilizar mais atores para que ela possa dar uma oficina de teatro todo sábado. Uma ação será relacionada à outra e no todo o objetivo é ajudar essas crianças a perceberem a prórpia identidade, o local onde moram e o que podem fazer para reverter a situação de desigualdade social, da qual são vítimas. Como Neusa disse, ensinar a interpretar um texto, e por consequência o mundo, é um instrumental muito importante, um tesouro que a gente pode entregar para essas crianças.

O trabalho terá como base então a literatura.

Ficou definido que buscaremos elaborar um projeto para que conquistemos recursos, no sentido de melhorar a capacidade de execução das idéias todas que surgirem.

"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". (Raul Seixas)

Nenhum comentário: