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26 de set de 2008

ELEIÇÕES 2008 - Carta aberta à sociedade mato-grossense

CARTA ABERTA

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), por meio desta carta quer demonstrar sua preocupação com o desenrolar das campanhas eleitorais em Mato Grosso. Diariamente a entidade acompanha troca de acusações entre os candidatos ou de ofensas pessoais em pleno horário eleitoral, baixando o nível da propaganda política, quando na verdade os horários gratuitos do rádio e da TV, garantidos com o dinheiro do contribuinte, deveriam ser utilizados para a apresentação de propostas que visam melhorias em nossas cidades, permitindo que escolhamos aqueles com os quais mais nos identificamos para receber nosso voto de confiança.

As "baixarias" por si só já é um fato inquietante, entretanto o mais grave nesse cenário é que a animosidade apresentada na tela acaba se refletindo nas ruas e atingindo as equipes de profissionais que trabalham nas campanhas. Como entidade que representa a categoria de jornalistas, o Sindjor não pode permitir que a falta de respeito e a truculência para com os profissionais da comunicação se instalem no nosso Estado. O sindicato acredita, ainda, que o exemplo deve partir daqueles que disputam os cargos públicos.

Apesar da dificuldade de encontrar candidatos disponíveis a manter um grau elevado de discussão durante a campanha, a sociedade organizada faz sua parte. Nessa semana, por exemplo, foi lançada a campanha Eleições Limpas – Pelo Voto Livre e Consciente, uma iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com apoio da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), e de segmentos da sociedade organizada. O objetivo é fazer com que o eleitor assuma uma postura ativa e denuncie as irregularidades eleitorais às autoridades competentes. O Sindjor apóia a iniciativa, mas avalia que é preciso ir além.

É preciso sim discutir a famigerada compra de votos, a propaganda irregular, a boca de urna e se a ficha do candidato é limpa ou não, porém devemos dar atenção também as condições de trabalho dos profissionais da comunicação, a tão comentada e defendida liberdade de imprensa, o direito do manifesto das diversas opiniões, o de ir e vir do cidadão, sempre respeitando o limite da lei. Ou esses direitos só valem para algumas pessoas e para alguns momentos?

O sindicato tem informações de casos em que o desrespeito ao profissional da comunicação é passível de ação penal. Os relatos vão desde profissionais que sofrem ameaças ou violência, passam por uso do nome para 'plantar' matérias (falsidade ideológica), chegando ao absurdo de serem vítimas mantidas em cárcere privada e até mesmo terem os equipamentos apreendidos de forma indevida.

O Sindjor-MT quer Eleições Limpas de verdade, por isso defende campanhas eleitorais limpas. E avalia que para isso ocorrer de fato os candidatos - principalmente os majoritários que detêm o maior tempo da propaganda eleitoral - precisam querer que as Eleições sejam higienizadas. Se o candidato se preocupa em manter o nível das campanhas é sinal de que respeita o eleitor e a democracia. Essa preocupação pode ser percebida pelas contratações que o postulante fez para formar sua equipe de comunicação. Basta observar se os profissionais contratados têm ou não respaldo do mercado, se são ou não qualificados e se apresentam ou não a situação profissional regulamentada. Pois, quem contrata maus profissionais, já revela desde o início qual o verdadeiro objetivo da sua campanha.

2 comentários:

Anônimo disse...

O assunto não pode morrer por aqui... Tem que ser incansavelmente discutido...

Anônimo disse...

Ótimo... Tomara que a mansagem chegue para quem deve chegar e tomara não eleger esses políticos...