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7 de jan de 2008

Bloco oposicionista propõe uma reação ao aumento de impostos

Cida Fontes
Brasília/AE

O presidente do PSDB, senador Sergio Guerra (PE), marcou para a próxima semana uma reunião com os líderes do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), e na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), para definir a linha de
ação frente ao aumento dos impostos feito pelo governo e aos cortes no Orçamento da União, ainda em discussão no Congresso. Os principais líderes da oposição reafirmaram a pretensão de endurecer no Congresso e até obstruir as votações em resposta ao aumento de impostos anunciado esta semana.

"Se o governo continuar no ritmo que está, com a prepotência e com a mesma fúria tributária, nós vamos ser obrigados a ser mais resistentes do que nos cinco anos anteriores do governo Lula", afirmou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A oposição poderá ter o PDT como aliado nessa ofensiva se o governo cortar recursos para a educação, conforme já cogitou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo."Isso criará dificuldades no relacionamento com o Planalto e, com certeza, poderá nos levar a votar com a oposição", advertiu o líder do partido, senador Jefferson Péres (AM), ressaltando que o setor não pode mais ser prejudicado.

Por outro lado, o pedetista deseja colaborar com o governo e já pediu ao presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que convoque em fevereiro uma reunião dos líderes para discutir cortes de despesas no Legislativo.

"Creio que o Congresso e o Judiciário deveriam ajudar cortando gastos supérfluos, que incomodam muito", afirmou Péres, defendendo, por exemplo, o fim da verba indenizatória de R$ 15 mil a que todo parlamentar tem direito mensalmente para cobrir despesas nos Estados.

"Outros gastos com viagens ao exterior dos parlamentares e número excessivo de assessores poderiam ser cortados. Mas ninguém fala nisso", disse.

Já o senador José Agripino (DEM-RN), um dos opositores radicais, afirmou que o governo poderia dar exemplo extinguindo a TV Pública e a Secretaria de Longo Prazo da Presidência, comandada pelo filósofo Mangabeira Unger.

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