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15 de dez de 2007

A prática do Jornalismo

(ficção) Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias.

Você que assiste filmes já deve ter visto como os jornalistas são retratados. O profissional da informação é sempre um homem conquistador, irônico, até arrogante em alguns pontos. Sempre com papel e caneta à mão para anotar até os pensamentos e gestos das pessoas que ele interroga como se fosse um inquisidor. Já a jornalista, é sempre uma mulher encalhada e atrapalhada, cheia de neuroses. Bem, isso até que é verdade. Mas as únicas que fazem sucesso são as que dão pro editor.

Parece que é tudo bacana. Mas isso não é verdade. O jornalista é o ser mais infeliz do mundo. Vive com a missão de dar o máximo de descrição da maneira mais objetiva o possível. Todo jornalista é um desiludido. Nas rodas de intelectuais, sempre contam aquela piada do jornalista bem sucedido. Ninguém ri, é claro.

O jornalismo é a mais suja das funções. Talvez não tão suja quanto à função de limpar privadas de presídios. Mas é uma competição dura. Surgiu antes da prostituição. Ou logo depois, quando um cara relatou aos amigos sobre a prostituta que ele havia comido. Até hoje as duas profissões são motivo de desonra para a família.

Antigamente o jornalista era uma máquina de fumar cigarros e de beber cachaça em puteiros. Mesmo assim eles escreviam textos brilhantes e os jornais vendiam muito. Sim, completamente bêbados. Não se sabe porque esses hábitos foram abandonados e cerceados pelos donos dos jornais. Talvez fosse uma questão de produtividade. Os jornalistas também eram detetives, peritos em criminalística e técnicos de contabilidade. Mas nem tudo era uma maravilha. Os jornalistas morriam sempre com menos de 40 anos, e sempre com doença venéreas ou enfisema pulmonar. Além de que muitos enlouqueciam com os barulhos das máquinas de escrever. Outros jornalistas também desapareceram nas esfumaçadas redações após sair para tomar um café.

Hoje em dia o jornalista não é assim. Sua atividade é fazer entrevistas por telefones. Dependendo de seus editores ele é obrigado a colocar 45 fontes em seus textos. E isso não é uma questão de Verdana, Arial ou Trebuchet. O jornalista não pode ter opinião com relação a nada até que ele fique famoso. Mas ele só fica famoso dando opiniões. Então, é impossível.

O jornalista não vive. Ele está aqui apenas para apurar matérias e entrevistar pessoas. O tempo todo. O jornalista também não come, e não faz sexo. A não ser que seja para conseguir a capa do jornal, revista. O jornalista também não dorme. Esse tempo é dedicado para pensar em pautas. Os sonhos de um jornalista tem lead e sub-lead e estão em pirâmide invertida.

Dizem que o jornalista tem que ter cheiro de rua. Ou seja, ter cheiro de paredes mijadas, esgoto e gente suada. Com isso dá pra entender porque o jornalista não come ninguém.

O jornalista nunca tira férias. Quando ele pensa em passar um fim de semana na praia, já será mandado a fazer uma matéria sobre a praia. Se o jornal for do governo, é para mostrar como o governo cuida bem de nossos turistas. Se o jornal for contra o governo, é para mostrar como nossos praias estão todas cagadas por culpa do governo.

O calvário do jornalista começa logo que entra na faculdade. É o começo do fim de sua vida. Como os jornalistas são sempre mesquinhos e desunidos, os professores acham que os outros professores nunca dão trabalho nenhum, e por isso todos passam trabalhos suficientes para todos os outros. Se você não entendeu, um estudante de jornalismo faz cerca de 40 trabalhos por semana. E não são meros 40 trabalhos. São trabalhos que exigem um dia inteiro da vida de um estudante. Logo, o mês do estudante de jornalismo teria que ter 171 (número sugestivo) dias. E assim sendo o jornalista envelhece 5,63 vezes mais rápido. Por isso, pode não parece, mas Cid Moreira tem apenas 89 anos.

Depois de começado o calvário, ele nunca terminará. Após morrer os jornalistas vão para o inferno. Principalmente os hereges. Isso porque jornalistas vivem procurando o furo, e furar colegas. Os mais sortudos irão ser cozinhados em caldeirões de água quente, enquanto que os mais azarados irão fazer a cobertura jornalística do inferno, ou pior ainda, serem assessores de imprensa do tinhoso. No inferno os jornalistas também encontrarão seus amigos publicitários.

Não há escapatória. O único jornalista que foi para o céu, foi Assis Chateaubriand, mas ele conseguiu isso apenas porque ameaçou difamar a imagem de deus em seus jornais.

Autor Desconhecido.

Obs.: Este texto nos foi enviado pelo jornalista Kléber Lima, que o encontrou no seguinte blog http://chtres.blogspot.com/
Jornalistas que quiserem ter algum artigo ou texto seu públicado aqui no blog do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso podem estar nos enviando que iremos postá-lo aqui.

2 comentários:

Anônimo disse...

ridiculo invejoso!!

Anônimo disse...

ridiculo invejoso!!