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3 de dez de 2007

Artigo: Política do Medo

*Keka Werneck
Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT)


Sábado de manhã, dia 1 de dezembro, na praça central de Rondonópolis, sol de verão, calma pré-natalina, um picolezeiro vende geladinhos a R$ 0,50. Homens comuns, mulheres e crianças circulam. Árvores, bancos, autoridades públicas lançam uma obra debaixo de uma tenda. E três homens da Polícia Militar espreitam tudo, de pé, fortemente armados, armas em punhos. Os três conversam e riem, fardados. A população não está alheia a esta agressão.
Aliás, a calma pré-natalina, os assuntos sobre presentes, viagens e festas possíveis, em Rondonópolis, foram substituídos por outro papo. A conversa é sobre as três execuções, semana passada, dia 28 de novembro, da pró-reitora Sorahia - pivô do crime - e outros dois servidores da UFMT na rica cidade, onde o governador Blairo Maggi tem uma mansão no sofisticado bairro Vila Birigui. E os carrões são vistos em todo canto.


A notícia das mortes foi publicada nos principais jornais do país.
Talvez a PM nas ruas seja uma reação ao crime, uma forma de mostrar presença, meter medo. Um forasteiro pode pensar que é por isso. Mas na conversa com os moradores a resposta é: não! A PM de Rondonópolis é sempre assim, ostenta armas mesmo.

Rondonópolis tem menos de 200 mil habitantes, e pelo menos três histórias recentes de violência de repercussão nacional. Em duas delas, violência policial. Na terceira, de omissão policial. Um delas é a factual, as execuções da UFMT.
Mas há outra bizarra, trágica, também recente. Bairro Jardim das Flores, maio deste ano. A PM, numa simulação desastrosa da corporação, dispara balas reais, e não de festim como o previsto. Quatro pessoas foram feridas, um menino de 13 anos morre. Uma calamidade pública. Ninguém ainda devidamente punido.
Outra história é menos recente, remonta 2001. Imagens mostram o adolescente Nilson Pedro da Silva, 15 anos, desarmado, em fuga até que é morto por um tenente da PM, na madrugada de 30 de março. Nilson é atingido por dois tiros na cabeça e um no abdômen. Conforme publicou a Folha de S. Paulo na época, Nilson e o amigo Ronilson Oliveira, 19, foram abordados em uma moto por policiais que averiguavam uma denúncia de roubo. "Ronilson se entregou e foi algemado, enquanto Nilson tentou escapar, se escondendo nos fundos de uma casa".

Uma parte da opinião pública possivelmente pode fazer o discurso anti-humano dando aval à Polícia para que mate bandidos. Mesmo de 15 anos. Não é possível admitir isso, ou o alvo pode ser você.

Polícia seria, em tese, para confiarmos nela. E não temê-la, nós, cidadãos comuns. E para prender, nunca matar, criminosos.

Não entendi até agora o porquê de três PMs fortemente armados em plena praça pública, num sábado de manhã. Nem uma abordagem desastrosa como a contra o adolescente supostamente infrator justifica isso. Nem a simulação cretina de maio deste ano. Nem as mortes dos educadores, lamentáveis.

A PM sair pelas ruas da cidade empodeirada por armas expõe que a política é a da violência para coibir violência. Qualquer coisa, a gente mata. E isso é o fracasso da sociedade de direito, em que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário.

O cidadão rondonopolitano não é obrigado a ser acuado desta forma, para que a corporação mostre força. É inclusive temerária a presença de três PMs em plena praça pública, armados até os dentes. Vai que pensam que devem agir e disparam naquele ambiente familiar...

Já perguntaram os Titãs, num rock - "Polícia!" - da década de 80, 90: "Polícia! Para quem precisa?" E há que ser feita uma outra pergunta também de novo e de novo: "Qual é a Polícia necessária?"

A Polícia de Rondonópolis dá uma tese. E é notícia das mais toscas; envergonha.
Tenho até medo de pensar em qual será o próximo episódio desastroso.

* keka.werneck@gmail.com

Um comentário:

thanh nguyen disse...

Dù dao, cho hắn lên nếu bị thua cũng không đến nỗi khó nghe cho lắm.

Nhưng nếu bị đối phương dọa cho không ai dám xuất trận thì đúng là không

còn chút mặt mũi. học kế toán thực hành
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Không có tên nội môn đệ tử nào dám lên, chỉ còn duy nhất có một mình Vương Lâm.

Phía sau hắn, tất cả thế hệ trước của Hằng Nhạc phái đều lắc đầu, xoay người đi ra đằng sau.

Thậm chí ngay cả đám đệ tử nội môn cũng có người bước đi, không đứng ở đây cho xấu mặt.

Chu Bằng kiêu ngạo cười ha hả, nói:

- Vương Lâm! Ta chỉ cần thổi một hơi là có thể đuổi ngươi xuống dưới.

Ngươi cố đứng cho vững.

Nói xong, hắn hít vào một hơi thật sâu. Thân

thể hắn giống hệt như một cái động không đáy, quần áo bay phần phật.

Vương Lâm chưa từng giao thủ với người khác lần nào, nên có phần hồi

hộp. Hắn không h`chớp mắt, phát huy toàn bộ uy lực của Dẫn Lực thuật.