30/05/2012

CAMPANHA SALARIAL 2012: Jornalistas fazem nova rodada com patronato dia 6 de junho

Jornalistas de Mato Grosso voltam a se reunir com o patronato das comunicações para nova rodada de negociação nesta Campanha Salarial 2012, às 9 horas do dia 6 de junho, mesmo dia da nossa festa junina. 

Então, de manhã é embate político e à noite é festa para marcar os 40 anos de luta do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). Uma luta que se faz na rotina da nossa vida de trabalhadores e trabalhadoras, na persistência, no diálogo - e no dia 6 de junho tem mais essa batalha.

O presidente do Sindjor-MT, Teo Meneses, explica que a segunda rodada de negociação é convocada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Pela SRTE, irá mediar o debate a auditora do Trabalho, Marilete Mulinari Girardi. A SRTE realiza essa mesa em sede própria, no bairro do Porto, mas este ano está em obras, por isso o evento será realizado no Sindjor, a pedido da Superintendência. 

A primeira rodada foi convocada pelo Sindjor para o dia 20 de abril, na qual compareceram representantes do jornal Diário de Cuiabá, do Grupo Gazeta, do jornal Correio Varzea-grandense e da TV Rondon.

Os jornalistas que quiserem participar da mesa de negociação no dia 6, o debate é aberto, é só chegar. 

A pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2012 será novamente posta ao empresariado. A categoria reivindica o piso nacional de jornalista proposto pelo Projeto de Lei de autoria do deputado federal André Moura (PSC-SE), que tramita no Congresso Nacional, de R$ 3.270, reajuste linear de 118%, além das cláusulas sociais. Confira a pauta aqui.

A nossa Campanha Salarial deste ano foi aberta na assembleia geral do dia 19 de março, veja aqui, e a pauta de reivindicações aprovada na assembleia geral do dia 26 de março, conforme conta essa matéria aqui.

FONTE: Sindjor/MT

Frente em defesa do piso salarial nacional de jornalistas é lançada hoje

Parlamentares e dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e de sindicatos de Jornalistas - inclusive o Sindjor/MT - lançam nesta tarde a Frente Parlamentar em Defesa do Piso Nacional dos Jornalistas, no Salão Verde, da Câmara dos Deputados.

O lançamento da frente faz parte da campanha pela aprovação do Projeto de Lei 2960/11, do deputado Andre Moura (PSC-SE), que fixa em R$ 3.270 o piso salarial nacional dos jornalistas, com jornada de trabalho de 30 horas semanais, sendo cinco diárias.

Pela proposta, os proventos serão reajustados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). De acordo com o autor, a proposta se aproxima da reivindicação histórica da Fenaj, de um piso de seis salários mínimos (R$ 3.732, atualmente). 


Situação atual

Segundo o deputado, hoje os valores dos pisos desses profissionais variam de um estado para outro. “Dentro de um mesmo estado, há ainda variações no piso de acordo com cada veículo”, explica. Nas capitais predominam os maiores pisos. 

“Pesquisas da Fenaj apontam que o piso dos jornalistas alagoanos (R$ 2.114) é o maior do País, seguido pelos dos jornalistas do Paraná (R$ 2.049,11) e de São Paulo (R$ 2.075,78)”, afirma Moura. “Os menores pisos da categoria são os do Rio Grande do Norte (R$ 850,00) e de Sergipe (R$ 954,80)”, complementa. 

O deputado acrescenta ainda que estados como Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco e os municípios de Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro não têm definidos os salários-base para jornalistas, conforme divulgado pela Fenaj. 


Tramitação

O projeto foi apensado ao PL 3981/08, do ex-deputado Celso Russomanno, que cria os conselhos federal e regionais de Jornalismo e abre a possibilidade de pessoas sem diploma de jornalismo exercerem a profissão, desde que tenham pós-graduação na área. As propostas tramitam em caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Confira aqui a íntegra da tramitação do PL 2960/11.

FONTE: Agência Câmara de Notícias e Sindjor/MT

Almino encaminha resolução no CNMP em defesa de apuração mais célere de crimes contra jornalistas



Marcos Coutinho
O advogado Almino Afonso Fernandes, membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), encaminhou hoje, no âmbito daquela instituição, uma resolução na qual defende uma apuração célere e prioritária dos crimes prarticados contra jornalistas, em quaisquer circunstâncias.

Para o Olhar Direto, por telefone, Afonso Fernandes relata que o Ministério Público precisa tratar com a máxima agilidade e a maior prioridade possível os crimes contra jornalistas, porque, em sua opinião, também se trata de agressões contra a imprensa e a democracia.

"É claro que um assassinato de um profissional da imprensa, além de um crime bárbaro, também é um atentendo contra qualquer regime democrático. E infelizmente ainda assistimos muitos crimes no Brasil contra jornalistas e a apuração não tem um tratamento prioritário que deveria ter, pois a democracia também é atingida", ponderou Almino, que foi indicado e reconduzido ao cargo de conselheiro pelo mecanismo do Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Sem titubear, ele afirmou que sua resolução foi inspirada no assassinato do jornalista Auro Ida, que mantinha uma coluna no Olhar Direto, brutalmente morto em final de julho do ano passado. Inicialmente, a Polí cia Civil sustentou tese de crime passional, mas nada foi comprovado até a Justiça ter decretado segredo nas investigações policiais.

Ida vinha investigando várias denúncias de corrupção no âmbito do governo estadual (pagamento de cartas de crédito, precatórios, ameaças de secretário contra um empresário etc).

"Dom Pedro II, embora fosse um monarca, já dizia que uma nação só pode ser considerada democrática com eleições livres e com liberdade de imprensa. E os assassinatos de jornalistas em nível nacional também ferem de morte os princípios que norteiam a democracia", acrescentou Afonso Fernandes.

28/05/2012

NOTA DE REPÚDIO: Relação com a Imprensa sem violência

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) vem a público repudiar, veementemente, a agressão covarde e sem justificativa aplicada pelo prefeito de Barra do Bugres, Wilson Francelino de Oliveira, o Wilson Pescadô, contra a profissional de imprensa Elissa Neves, da TV Record.

A violência no trato com a colega da profissão deixou a diretoria do sindicato e a categoria indignados.

A diretoria lembra que profissionais de Imprensa (jornalistas, radialistas, fotógrafos, repórteres cinematográficos, desenhistas/ilustradores/chargistas, diagramadores/webdesigners) buscam em autoridades respostas para o que ouvem e para o que pede a população.

E como administrador público, o prefeito de Barra do Bugres deve saber que um dos princípios fundamentais da administração pública é a publicidade, como bem determina o artigo 37 da Constituição Federal. 

A direção do Sindjor/MT repudia as atitudes de administradores de tratarem a Imprensa e seus profissionais com violência, como se essa relação fosse algo natural. A postura do prefeito certamente não combina com a cultura e hábitos do povo pacífico de Barra do Bugres.

A direção do sindicato tomará outras medidas para dar um basta na tentativa de administradores públicos, como os da cidade, de se relacionarem com a Imprensa com o viés da violência sem fim, ao invés de mostrarem o que fazem em atos e serviços com o que arrecadam de impostos do cidadão.

Basta de manobras e mecanismos de políticos contra a liberdade de expressão e comunicação! A categoria e o Sindicato não se calarão diante de atos infames como o registrado em Barra do Bugres.

Diretoria do Sindjor-MT 
Cuiabá, 28 de maio de 2012

REUNIÃO SINDJOR 28/05


SINDJOR-MT CONVOCA PARA REUNIÃO ORDINÁRIA HOJE (28 DE MAIO DE 2012) ÀS 19 HORAS NA SEDE DO SINDICATO (Av.MT, 167, Centro de Cuiabá).
Pautas
Campanha salarial - próxima rodada será dia 6 de junho.
Festa Junina e 40 anos do Sindjor-MT
Sede
Atrasos salariais
Outras
VEM PRA LUTA QUE É NOSSA!

21/05/2012

Nota contra ameça de morte


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) lamenta as ameaças feitas contra o jornalistas Kleber Lima, do site HiperNoticias, pois qualquer ameaça à prática jornalística representa também uma ameaça à Democracia.

O Sindjor conversou com o jornalista e aproveita a oportunidade para se colocar mais uma vez à disposição no que for possível.

CINE-ATO - Jornalistas de MT cobram cumprimento da lei da meia entrada


Foto: Gleid Moreira

Um grupo de jornalistas conseguiu fazer valer a Lei Municipal 5497/12, que estabelece a meia entrada para jornalistas e também radialistas de Cuiabá em eventos culturais. Nesse sábado (19) à noite, fizeram um cine-ato no CinemaMultiplex Pantanal, no shopping de mesmo nome, em Cuiabá.

O cine-ato, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), consistia em exigir a metade do preço, fora do dia promocional, como garante a lei.

Os jornalistas fizeram fila juntos, um atrás do outro. Quando chegaram às bilheterias, as atendentes não queriam cumprir a lei, mesmo mediante apresentação de documento comprovando função.

O gerente foi acionado e ele alegou desconhecimento. Porém o presidente do Sindjor-MT, Téo Meneses, argumentou que o Sindicato encaminhou ofícios a cinemas, teatros e outros produtores culturais da capital e chamou-os os mesmopara uma reunião, na qual não compareceu ninguém. “Se o senhor não está sabendo, nós informamos ao shopping, a sua assessoria jurídica certamente sabe”.

Diante da pressão, o gerente acabou liberando a venda.

O cine-ato mostrou que, para fazer valer a lei, a categoria ainda vai ter que reivindicá-la.

Foto: Gleid Moreira


Por causa disso, outros atos serão realizados. Provavelmente o próximo será em uma peça de teatro.

“No próximo eu vou”, afirma a jornalista Marcela Brito, da Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso. Segundo ela, “ter acesso a eventos culturais nos possibilita entrar em contato direto com diversos assuntos”. Na visão dela, isso melhora a prática jornalística.

Esta lei foi proposta pelo vereador Lúdio Cabral (PT) a pedido do Sindjor-MT.

O cine-ato foi um momento histórico para a jornalista Priscila Mendes, da Assessoria de Imprensa do Conselho Regional de Enfermagem. "Quisemos mostrar que cultura é ferramente de trabalho do jornalista e que os direitos conquistados têm de ser respeitados!"

A jornalista Suzi Bonfim, da TV Universidade, comenta que “este ganho foi fundamental para nossa categoria, que precisa estar informada culturalmente para melhor informar à sociedade”.

Em capitais como Curitiba e Salvador, o direito à meia entrada já está naturalizado há anos. Porém outras capitais ainda não conquistaram esse direito, como é o caso de Brasília.

O Sindjor orienta a levar sempre uma cópia da lei e um documento que comprove a atividade jornalística.

 
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